Hacker Walter Delgatti volta ao presídio de Tremembé para cumprir pena em regime semiaberto
Transferência ocorre após o STF autorizar a progressão do regime de cumprimento da condenação por invasão dos sistemas do CNJ
247 - O hacker Walter Delgatti Neto foi transferido novamente para a Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo, onde passará a cumprir sua pena em regime semiaberto. A mudança ocorreu após decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou a progressão do regime de cumprimento da condenação. Segundo o G1, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) confirmou que Delgatti deu entrada na unidade prisional ainda nesta quarta-feira (14).
Transferência confirmada pela SAP
Segundo a SAP, Delgatti retornou à Penitenciária II "Dr. José Augusto Salgado", conhecida nacionalmente como o presídio de Tremembé. O local é frequentemente associado à custódia de presos de grande repercussão pública. O hacker está preso há quase três anos. Ele havia sido transferido para a mesma unidade em fevereiro do ano passado, mas, em dezembro, ainda sob regime fechado, foi encaminhado para a Penitenciária 2 de Potim, também localizada no Vale do Paraíba.
Decisão do STF autoriza progressão de regime
A autorização para o cumprimento da pena em regime semiaberto foi concedida na última segunda-feira (12) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Com a decisão, Delgatti passou a ter direito à transferência para uma unidade compatível com o novo regime.
Condenação por invasão ao sistema do CNJ
Walter Delgatti Neto foi condenado pelo STF a oito anos e três meses de prisão por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR), a ação ocorreu em janeiro de 2023.
Segundo a PGR, a invasão teve como objetivo comprometer a credibilidade do Judiciário e reforçar questionamentos sobre o resultado das eleições de 2022. Entre os documentos inseridos ilegalmente no sistema estava uma falsa ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, com assinatura forjada.
Outras condenações e processos judiciais
Antes da condenação relacionada ao CNJ, Delgatti já havia sido condenado em primeira instância a 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas ligadas à antiga Operação Lava Jato. O caso foi investigado no âmbito da Operação Spoofing.
Nesse processo, o hacker responde em liberdade, já que ainda há recursos pendentes na segunda instância da Justiça Federal em Brasília. A defesa de Delgatti foi procurada para comentar a nova transferência para Tremembé, mas não se manifestou até o momento.


