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Presidente do BRB entrega ao gabinete de Toffoli relatório preliminar de auditoria sobre o Master

Documento aponta “achados relevantes” sobre negócios com o Banco Master e já foi enviado também à Polícia Federal e ao Banco Central

Sede do BRB em Brasília - 01/04/2025 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 – O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, entregou ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli o relatório preliminar de uma auditoria forense que investiga os negócios do banco com o Banco Master.

A informação foi publicada pelo portal Metrópoles, que apurou que a entrega ocorreu na tarde de terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, com a presença de integrantes da comissão de investigação independente contratada para acompanhar o trabalho.

Relatório chegou ao STF por meio do gabinete do ministro

Segundo a apuração, o grupo foi recebido pelo juiz auxiliar de Toffoli, o desembargador Carlos Vieira von Adamek, em reunião no âmbito do gabinete do ministro no STF.

O documento apresentado é descrito como “relatório preliminar” de uma auditoria forense voltada a examinar operações e tratativas envolvendo o BRB e o Banco Master. O caso se insere em um contexto de suspeitas que já mobilizam diferentes instâncias de controle e investigação.

BRB diz ter identificado “achados relevantes” na auditoria

Em nota citada no relato, o BRB informou que a instituição “encontrou achados relevantes” na auditoria contratada pelo banco.

O trabalho, segundo as informações divulgadas, foi conduzido pelo escritório Machado & Meyer, com suporte técnico da empresa Kroll. A expressão usada pelo banco — “achados relevantes” — indica a existência de elementos preliminares considerados significativos pelo próprio contratante da apuração, embora o conteúdo detalhado do relatório não tenha sido divulgado no texto de origem.

Polícia Federal e Banco Central também receberam o documento

Ainda de acordo com as informações publicadas, o mesmo relatório preliminar foi encaminhado a outros órgãos antes de chegar ao STF.

O documento foi levado à Polícia Federal (PF) na quinta-feira anterior e ao Banco Central na segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026. A sequência de entregas sugere uma estratégia de distribuição simultânea do material a instâncias investigativas e regulatórias, ampliando o raio de escrutínio sobre as operações sob suspeita.

PF abre novo inquérito e mantém investigação sobre operação de R$ 12 bilhões

O caso ganhou novo peso com a abertura de um novo inquérito pela Polícia Federal para investigar suspeitas de manobras societárias envolvendo o BRB no contexto da tentativa de aquisição do Banco Master.

Paralelamente, a PF já mantém outra apuração em curso. Essa investigação se refere à suspeita de fraude na aquisição, pelo BRB, de carteiras de crédito do Banco Master no valor de R$ 12 bilhões — um montante que, pela dimensão, tende a elevar a pressão institucional por esclarecimentos rápidos e consistentes.

Relatoria no STF e o papel de Toffoli no acompanhamento do caso

O novo inquérito aberto pela Polícia Federal está sob relatoria do ministro Dias Toffoli, o que ajuda a explicar a centralidade do STF no circuito de informações sobre o caso e a relevância política e institucional do relatório entregue pelo presidente do BRB ao gabinete do magistrado.

Na prática, a entrega de um relatório preliminar de auditoria forense diretamente ao gabinete do relator pode ser lida como um movimento de formalização de informações perante a instância responsável por conduzir e supervisionar parte do trâmite relacionado às investigações.

Auditoria forense e comissão independente: o que está em jogo

O texto informa que a entrega ocorreu com a presença de integrantes da comissão de investigação independente, o que reforça a tentativa de dar um caráter técnico e externo à apuração contratada. Em geral, auditorias forenses são desenhadas para reconstruir fluxos de decisão, identificar inconsistências documentais, mapear riscos de fraude e estabelecer trilhas de evidência em operações financeiras complexas.

Ao mesmo tempo, a combinação entre auditoria privada, investigação policial e eventual escrutínio regulatório pelo Banco Central cria um ambiente em que as conclusões preliminares — ainda que não publicizadas — podem produzir efeitos relevantes: desde medidas internas de governança até desdobramentos criminais, administrativos e reputacionais.

Próximos passos e pressão por transparência

Com o relatório preliminar já nas mãos do STF, da Polícia Federal e do Banco Central, cresce a expectativa por esclarecimentos objetivos sobre a natureza dos “achados relevantes” mencionados pelo BRB.

A tendência, diante do volume financeiro citado e da existência de mais de uma frente investigativa, é de intensificação da cobrança por transparência institucional, delimitação de responsabilidades e exposição pública, dentro dos limites legais, dos fatos essenciais já identificados por auditoria e autoridades. Enquanto isso, a tramitação do caso deve seguir guiada pela interação entre investigação criminal, análise regulatória e acompanhamento judicial sob relatoria do ministro Dias Toffoli.

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