PSB aciona STF e pede afastamento de Ibaneis Rocha por contrato com fundo vinculado ao Master
Documento aponta ligação entre escritório de Ibaneis e fundo investigado pela Polícia Federal
247 - O diretório do Partido Socialista Brasileiro (PSB) no Distrito Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (10), o afastamento do governador Ibaneis Rocha (MDB). O pedido foi apresentado com base em um contrato firmado pelo escritório de advocacia do qual o governador foi sócio com um fundo ligado à Reag, investigada no contexto das fraudes envolvendo o Banco Master. As informações são do jornal Folha de São Paulo.
A legenda sustenta que o escritório vendeu direitos sobre o recebimento de honorários milionários ao fundo Reag Legal Claims. Ibaneis afirma que está afastado do escritório desde 2018 e declarou não ter informações sobre o acordo. No documento encaminhado ao STF, o PSB aponta possíveis crimes relacionados ao caso, entre eles gestão temerária de instituição financeira, corrupção passiva, tráfico de influência, advocacia administrativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O partido também cita "prováveis condutas comissivas e omissivas verificadas na gestão do Banco de Brasília (BRB)".
Documentos indicam que o escritório de advocacia vendeu ao fundo Reag Legal Claims os direitos sobre honorários avaliados em R$ 38,13 milhões. O valor corresponde a 10% de uma condenação judicial estimada em R$ 381,3 milhões. A ação judicial foi movida pelo Sindilegis, sindicato que representa servidores do Poder Legislativo federal, contra a União. O escritório de advocacia de Ibaneis representava a entidade no processo.
Fraude atribuída ao Banco Master
Investigações da Polícia Federal apontam que a Reag teria participado de um esquema de fraude financeira atribuído ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Em nota, a defesa do governador do DF afirmou que ele não possui informações sobre a negociação envolvendo o fundo. Os advogados reiteraram que Ibaneis está afastado do escritório desde 2018 e que o acordo teria ocorrido anos depois.
Segundo a defesa, "ele está afastado do escritório de advocacia desde 2018, de modo que não possui informações sobre negociações realizadas quase seis anos após seu afastamento". Os advogados também afirmaram que o governador não participou de tratativas com representantes do fundo. "O governador Ibaneis nunca participou de quaisquer negociações com o sr. Marcos Ferreira Costa, tampouco com outros representantes dessa empresa."
Paralelamente ao pedido apresentado ao STF, o Partido Liberal (PL) anunciou o rompimento político com Ibaneis Rocha e passou a defender a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Legislativa do Distrito Federal. A proposta busca investigar as fraudes relacionadas ao Banco Master e sua relação com o Banco de Brasília (BRB).


