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TSE mantém suspensa pesquisa AtlasIntel sobre Flávio Bolsonaro

Pedido de vista interrompeu julgamento sobre decisão de Nunes Marques que barrou divulgação de levantamento a pedido do PL

Flávio Bolsonaro e Kassio Nunes Marques (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado | Sophia Santos/STF)
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247 - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) interrompeu nesta terça-feira o julgamento sobre a decisão de Kássio Nunes Marques que suspendeu a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após pedido de vista da ministra Estela Aranha. As informações foram publicadas no jornal O Globo

A liminar que impede a circulação do levantamento permanece em vigor até que o caso volte à pauta da Corte. A decisão inicial acolheu parcialmente um pedido do PL, partido de Flávio Bolsonaro, e apontou possível indução dos entrevistados pelo formato do questionário.

O julgamento era acompanhado com atenção nos bastidores do TSE por poder indicar como a Corte deve atuar, durante o período eleitoral, em casos que envolvem pesquisas de opinião, metodologia de levantamentos e suposta influência sobre eleitores.

Antes da suspensão da análise, os ministros ouviram os fundamentos apresentados por Nunes Marques. O presidente do TSE havia retirado a pesquisa de circulação após considerar, em exame preliminar, que a sequência de perguntas poderia interferir nas respostas sobre intenção de voto, rejeição e imagem do pré-candidato.

As defesas da AtlasIntel e do PL também apresentaram seus argumentos ao tribunal. A Atlas sustenta que não induziu os entrevistados e defende a validade do método utilizado na pesquisa.

Questionamento sobre Dark Horse

O principal ponto levantado pelo PL contra a pesquisa foi a inclusão de referências ao áudio em que Flávio Bolsonaro trata de repasses para financiar o filme Dark Horse, produção que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na decisão liminar, proferida na segunda-feira, Nunes Marques afirmou que a ordem das perguntas aparentava, em análise inicial, “extrapolar a simples aferição neutra da opinião pública para introduzir estímulos possivelmente aptos a influenciar as respostas relativas à intenção de voto, à rejeição e à avaliação de imagem do pré-candidato”.

O ministro também observou que outras 27 pesquisas registradas pela AtlasIntel no TSE não adotaram metodologia semelhante. Para ele, a manutenção do levantamento em circulação poderia gerar efeitos de difícil reversão no ambiente eleitoral.

“A permanência de circulação de levantamento cuja higidez metodológica se encontra sob questionamento pode potencializar efeitos de difícil reversão no contexto do processo eleitoral, especialmente diante da elevada capacidade de difusão e replicação do conteúdo em meios digitais e veículos de comunicação”, escreveu o ministro.

Atlas defende metodologia

A AtlasIntel afirma que não reproduziu o áudio envolvendo Flávio Bolsonaro antes da aplicação do questionário principal. Em nota, a empresa também sustentou que pesquisas posteriores de outros institutos identificaram padrão semelhante de impacto eleitoral.

Segundo a Atlas, o desgaste do senador também apareceu em levantamentos realizados por institutos como Quaest e Datafolha.

Com o pedido de vista de Estela Aranha, o TSE ainda não definiu se manterá ou derrubará a decisão de Nunes Marques. Até nova deliberação, a pesquisa segue impedida de circular.

 

 

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