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Alexandre Silveira avalia filiação ao PSB para concorrer ao Senado

Movimento é endossado pelo presidente Lula

Alexandre Silveira, 5 de fevereiro de 2026 (Foto: Tauan Alencar/ Flickr MME)

247 - O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, analisa a possibilidade de mudar de partido com o objetivo de disputar uma vaga no Senado Federal representando Minas Gerais nas próximas eleições, informa a CNN Brasil. A movimentação ocorre em meio às articulações políticas em torno do cenário eleitoral do estado, considerado o segundo maior colégio eleitoral do país.

Interlocutores próximos ao Palácio do Planalto afirmam que o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem incentivado a hipótese, diante da indefinição do quadro político mineiro para a próxima disputa.

Possível saída do PSD e novas filiações em análise

Atualmente filiado ao PSD, Silveira avalia duas alternativas partidárias para viabilizar sua candidatura: o PSB ou o PV. A eventual mudança teria também um efeito estratégico dentro da base governista.

A ideia discutida entre aliados é ampliar o leque de partidos em torno de uma possível candidatura do atual presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ao governo de Minas Gerais. O rearranjo partidário poderia facilitar a formação de uma frente mais ampla em apoio ao projeto político no estado.

Articulações também envolvem Rodrigo Pacheco

Rodrigo Pacheco também estuda uma mudança partidária. Segundo o relato de bastidores políticos, o senador avalia a possibilidade de se filiar ao União Brasil.

Apesar das conversas em curso, Pacheco ainda não tomou uma decisão definitiva sobre disputar o governo mineiro com apoio do presidente Lula. O cenário eleitoral em Minas Gerais permanece em aberto, o que mantém as negociações políticas em andamento.

Eventual saída do ministério

Caso confirme a candidatura ao Senado, Alexandre Silveira precisará deixar o comando do Ministério de Minas e Energia até abril, prazo previsto pela legislação eleitoral para ministros que desejam concorrer a cargos eletivos.

Segundo aliados do governo, a substituição no ministério deverá ocorrer por meio de uma solução interna, com o objetivo de preservar a continuidade das políticas conduzidas atualmente pela pasta.

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