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Pacheco descarta filiação ao MDB e avança em candidatura ao governo de Minas pelo União Brasil

Ex-presidente do Senado rejeita convite do MDB enquanto articula candidatura ao governo mineiro nas eleições de 2026

Rodrigo Pacheco (Foto: Lula Marques / Agência Brasil)

247 - O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado Federal, indicou a aliados que não deve se filiar ao MDB e que seu destino político mais provável é o União Brasil, legenda pela qual pretende disputar o governo de Minas Gerais nas eleições de outubro de 2026. As informações são do G1.

A decisão de não ingressar no MDB está relacionada à presença do ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo como pré-candidato do partido ao governo mineiro, o que inviabilizaria a candidatura de Pacheco dentro da sigla.

Articulação para filiação ao União Brasil

Nos bastidores, a possível ida de Rodrigo Pacheco ao União Brasil vem sendo articulada com o apoio do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Considerado um aliado próximo do senador mineiro, Alcolumbre atua para fortalecer a viabilidade da candidatura de Pacheco ao governo de Minas Gerais dentro da legenda.

A movimentação ocorre em meio a uma possível saída de Pacheco do PSD. Entre os fatores que alimentam a avaliação estão incertezas relacionadas à federação partidária entre União Brasil e Progressistas (PP), que poderia alterar o cenário político no estado.

Embora o acordo entre União Brasil e PP tenha sido anunciado em abril de 2025, o pedido de registro da federação só foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em dezembro do mesmo ano. Para que a união partidária tenha validade nas eleições de 2026, o tribunal precisa aprovar o registro até o dia 4 de abril.

Apoio de Lula à candidatura

Rodrigo Pacheco é visto como o nome preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar o governo de Minas Gerais em 2026. A aproximação entre os dois se consolidou durante o período em que o senador presidiu o Senado, entre 2023 e 2025.

Apesar do apoio público de Lula, Pacheco demonstrou resistência inicial à ideia de disputar o cargo. Em determinado momento, chegou a afirmar que poderia deixar a vida pública após a escolha do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Mudança de posição após encontro no Planalto

A postura do senador mudou após um encontro com Lula realizado em fevereiro no Palácio do Planalto. De acordo com aliados, Pacheco saiu da reunião convencido a avaliar de forma mais concreta a candidatura ao governo mineiro.

Desde então, o parlamentar tem intensificado articulações políticas para viabilizar sua entrada na disputa estadual. As conversas incluem reuniões com lideranças políticas em Minas Gerais e em Brasília, além de negociações partidárias que podem definir sua filiação ao União Brasil.

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