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Centrais sindicais declaram apoio à greve dos estudantes da USP

Movimento estudantil reivindica aumento de auxílio permanência e melhorias na assistência; sindicatos defendem legitimidade da greve

Centrais sindicais declaram apoio a greve dos estudantes da USP (Foto: Adusp)

247 - As centrais sindicais declararam apoio à greve dos estudantes da Universidade de São Paulo (USP) neste sábado (9). As entidades afirmam que as reivindicações dos universitários estão alinhadas aos interesses da classe trabalhadora e pedem a retomada imediata das negociações com a gestão da universidade. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

Os estudantes estão em greve desde 14 de abril e reivindicam, entre outros pontos, o aumento do auxílio permanência de R$ 885 para R$ 1.804, valor equivalente a um salário mínimo paulista, além de melhorias nos restaurantes universitários, nas moradias estudantis e a ampliação das políticas de cotas.

Apoio sindical e críticas à gestão pública

Em manifesto conjunto, as centrais sindicais afirmam que a paralisação ocorre em um contexto de políticas que impactam a universidade pública no estado de São Paulo. "A greve ocorre em meio ao avanço de políticas de desmonte da universidade pública promovidas pelo Governo do Estado de São Paulo, dentro de uma lógica que prioriza os interesses do mercado em detrimento dos direitos sociais, da valorização do serviço público e do fortalecimento da educação, da ciência e da saúde pública", diz o texto.

O documento também defende a legitimidade da greve como instrumento histórico de luta, cobra o fim de ações repressivas contra os estudantes e convoca entidades sindicais a prestarem solidariedade ativa ao movimento. Assinam o manifesto CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, UGT (União Geral dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores), Pública, CSP Conlutas, Intersindical e Intersindical Instrumento de Luta.

Ocupação e impasse na reitoria

O movimento estudantil ganhou força após a paralisação dos servidores, que protestavam contra uma gratificação mensal de R$ 4.500 concedida aos docentes sem contrapartida para outras categorias. Embora os trabalhadores tenham encerrado a greve após acordo, os estudantes mantiveram a mobilização.

Na quinta-feira (7), alunos ocuparam o prédio da reitoria da USP para pressionar a gestão a retomar as negociações, encerradas unilateralmente no início da semana. O reitor Aluisio Segurado afirmou que a greve pode estar sendo influenciada por uma agenda política externa à universidade, citando convocações para um ato marcado para 20 de maio contra o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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