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Delegada é detida em SP por suspeita de vínculos com o PCC

Investigação do Gaeco aponta atuação irregular como advogada e relação pessoal com integrantes da facção criminosa

Layla Lima Ayub (Foto: Reprodução/Redes sociais)

247 - Uma delegada de polícia recém-empossada foi presa na manhã desta sexta-feira (16), em São Paulo, sob suspeita de manter vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A detenção ocorreu durante uma operação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, informa a Folha de São Paulo.

Segundo os investigadores, a delegada Layla Lima Ayub mantinha relações pessoais e profissionais com integrantes da facção criminosa e teria atuado de forma irregular como advogada em audiência de custódia de presos ligados ao PCC, mesmo após já ter tomado posse no cargo de delegada.

Layla havia sido empossada em dezembro de 2025, durante cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes, na zona sul da capital paulista, que contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Na ocasião, 524 novos delegados foram nomeados para a Polícia Civil de São Paulo. Por ter ingressado recentemente na carreira, ela ainda participava do curso de formação de delegados, com duração prevista de seis meses.

Após a prisão, a delegada foi levada para a sede da Corregedoria da Polícia Civil, também na capital. De acordo com a investigação, além da atuação profissional considerada irregular, Layla mantém um relacionamento afetivo com um homem suspeito de integrar o PCC. Até a publicação desta matéria, a defesa da delegada não havia sido localizada pelo G1 para comentar o caso.

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo também foi procurada na manhã desta sexta-feira, mas não havia se manifestado até o momento. Em perfis nas redes sociais, Layla Lima Ayub afirma já ter atuado como policial militar no Espírito Santo e como consultora jurídica antes de ingressar na Polícia Civil paulista.

A operação do Gaeco incluiu ainda o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Marabá, no Pará, todos expedidos pela 2ª Vara Especializada de Crime Organizado da capital paulista. Um dos alvos das diligências foi a Academia da Polícia Civil. Há também um mandado de prisão temporária contra um integrante do PCC que estava em liberdade condicional.

Em nota oficial, o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio Oliveira e Costa, afirmou: "Além da economia formal, o crime organizado tem também se infiltrado em carreiras públicas e estruturas de Estado. Mas em São Paulo, graças aos setores de inteligência, isso tem sido coibido".

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