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Globo defende reajuste da conta de água em SP para conter o consumo e é linchada nas redes

Internautas também criticaram o governo Tarcísio. "O pobre não tem um minuto de paz", escreveu um perfil. Assista a um trecho da reportagem

Telejornal da Globo (Foto: Reprodução)

247 - A Rede Globo decidiu elogiar o aumento da conta de água no estado de São Paulo. Entrou em vigor o aumento de 6,11%. Para uma conta de água da tarifa residencial que tenha um consumo de 11m³ a 20m³, o custo de mil litros sai de R$ 6,01 e passa a ser de R$ 6,40 por m³.

“A conta de água mais cara pode ajudar a frear o consumo, porque o saldo deixado por 2025 é muito preocupante”, afirmou a reportagem da Globo. “São Paulo, gente, nunca consumiu tanta água, foi um recorde”, complementou a emissora, como se a culpa da seca no estado fosse da população.

Internautas reagiram à reportagem. "O pobre não tem um minuto de paz", escreveu um perfil na rede social X. Outra pessoa criticou a Globo. "Desconsidera o fato que diversas famílias ficaram sem água no natal e réveillon. Chocante!".

O próprio governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), havia dito que a privatização da Sabesp garantiria o abastecimento de água no estado. “Não vai ter apagão da água. Não tem nada a ver o contrato e a regulação. Se você pegar o contrato, é absolutamente diferente. O contrato é um contrato que incentiva investimento”, disse ele em 21 de outubro de 2024 durante entrevista a jornalistas.

“Não vai ter apagão da água, coisa nenhuma. Quem fala isso, quem defende isso, desconhece absolutamente o setor de saneamento, a regulação por base de ativos, o contrato, como está a agência reguladora. Desconhece tudo, desconhece absolutamente tudo”.

Cenário preocupante

Divulgado esta semana, o relatório do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) afirmou que o Sistema Integrado Metropolitano registrou um volume útil de 26,1% na última terça-feira (30).

O SIM é uma rede de abastecimento formada por sete mananciais (Cantareira, Alto Tietê, Cotia, Guarapiranga, Rio Claro, Rio Grande e São Lourenço) que garantem o fornecimento de água para a Região Metropolitana de São Paulo.

O nível é o menor para o período desde a crise hídrica de 12 anos atrás, quando os níveis eram de 0,8% e 22,3% em 2014 e 2015, respectivamente, conforme apontaram números da Sabesp.

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