Márcio França será vice de Haddad em SP, diz jornal
Ex-ministro, porém, afirma que definições ocorrerão apenas nas convenções de julho; Marina Silva e Simone Tebet despontam como favoritas às vagas no Senado
247 - O PT considera praticamente definida a composição de sua chapa majoritária para a disputa do governo de São Paulo em 2026. Segundo a coluna do jornalista Lauro Jardim, de O Globo, Lauro Jardim, do jornal O Globo, repercutida pela revista Exame, o ex-governador e ex-ministro Márcio França (PSB) deverá ser o candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo ex-ministro Fernando Haddad (PT).
A articulação também prevê que as ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB) disputem as duas vagas de São Paulo no Senado Federal. A definição, porém, contraria a preferência manifestada publicamente por França, que vinha defendendo uma candidatura ao Senado.
França defende candidatura ao Senado
Em declarações recentes, o ex-ministro afirmou que considera mais adequada uma disputa pela Casa Legislativa, sobretudo pelo perfil de seu eleitorado. “Eu gostaria de disputar o Senado. Acho que tenho um eleitorado mais ao centro, e pode ser mais útil na eleição do presidente da República”, disse França, ao comentar um eventual confronto com Flávio Bolsonaro (PL) em São Paulo, de acordo com a revista Exame.
Nesta sexta-feira, segundo a revista Veja, França usou as redes sociais para afirmar que mantém sua pré-candidatura ao Senado. “Sigo com minha pré-candidatura ao Senado”, postou. “O que importa é que estaremos do mesmo lado. Haddad, Márcio França, Simone e Marina. Esse é o time do Lula em SP. Mas as posições ainda não estão definidas. As convenções são só em julho”, completou mais à frente.
Apesar da posição pública, a avaliação de integrantes do PT é que a composição da chapa estadual representa o caminho mais viável para consolidar a aliança entre os partidos que integram a base do governo federal.
Tensão entre PT e PSB nos bastidores
A demora na definição da chapa provocou desconforto entre dirigentes do PSB. Nos bastidores, integrantes da legenda chegaram a discutir a possibilidade de lançar Márcio França e Simone Tebet ao Senado sem uma definição prévia do PT.
O impasse expôs divergências entre os aliados, mas lideranças petistas avaliam que a insistência de França na disputa ao Senado também faz parte do processo de negociação política para a formação da aliança. Segundo essa leitura, o ex-ministro busca ampliar seu espaço político em um eventual novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a partir de 2027.
Lula terá palavra final sobre a chapa
Embora o acordo seja tratado como avançado por setores do PT, a decisão definitiva ainda dependerá do presidente Lula. O próprio Márcio França reconheceu que a definição caberá ao chefe do Executivo e ao provável candidato ao governo paulista. “Agora o presidente tem que decidir junto com o Haddad se eles acham que outra avaliação é melhor do que a minha”, afirmou.
Disputa pelo Senado dificulta acomodações
Um dos principais desafios para o grupo político liderado por Haddad é acomodar três nomes competitivos em uma eleição que oferece apenas duas vagas ao Senado.
Além de França, Marina Silva e Simone Tebet aparecem entre os nomes mais fortes do campo governista para a disputa. Levantamentos eleitorais citados pela reportagem indicam que ambas figuram entre as candidatas mais competitivas do segmento progressista.
Do outro lado, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP), é apontado como um dos principais nomes da base do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para a corrida ao Senado.



