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MP de Minas Gerais pede condenação de Kalil por improbidade administrativa

Promotoria afirma que pesquisa eleitoral de interesse do ex-prefeito foi custeada por agência contratada pela prefeitura de Belo Horizonte

Alexandre Kalil (Foto: Reprodução X @alexandrekalil /IA / Brasil 247)
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247 - O Ministério Público de Minas Gerais pediu a condenação do ex-prefeito de Belo Horizonte (MG) Alexandre Kalil (PDT) por improbidade administrativa. A acusação envolve o recebimento de uma pesquisa eleitoral financiada por uma agência de publicidade que mantinha contratos com a prefeitura da capital mineira. As informações são da CNN Brasil.

Segundo manifestação apresentada à Justiça na terça-feira (19), a Promotoria também requer o ressarcimento de valores ligados aos contratos firmados entre o município e a agência Perfil 252, totalizando R$ 103,5 milhões. De acordo com a investigação, a agência teria custeado uma pesquisa eleitoral de R$ 60 mil para avaliar o cenário político de Kalil na disputa pelo governo de Minas Gerais em 2022.

A Promotoria sustenta que o pagamento do levantamento funcionaria como contrapartida para assegurar a renovação e a execução de contratos publicitários da empresa junto à Prefeitura de Belo Horizonte. A ação tramita atualmente apenas contra Kalil. Outros investigados, incluindo ex-secretários municipais e o proprietário da Perfil 252, firmaram acordos com o Ministério Público e admitiram participação nas negociações relacionadas à contratação da pesquisa.

Mensagens de WhatsApp, áudios e registros digitais

Na manifestação protocolada em 19 de maio de 2026 na 2ª Vara de Feitos da Fazenda Pública Municipal de Belo Horizonte, o Ministério Público afirma ter reunido mensagens de WhatsApp, áudios e outros registros digitais que, segundo os promotores, comprovam as tratativas para a contratação da pesquisa eleitoral.

O órgão também aponta indícios de pressão sobre o dono da agência para financiar o levantamento. Além da condenação por improbidade administrativa, o MP-MG pede a suspensão dos direitos políticos de Kalil por até 14 anos, aplicação de multa civil e perda de bens considerados obtidos de forma ilícita.

Kalil nega irregularidades. Segundo a defesa do ex-prefeito, a investigação criminal relacionada ao caso foi encerrada sem apontamento de crime. Os advogados também afirmam que não existem provas de participação direta de Kalil nas tratativas investigadas pelo Ministério Público.

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