Pacheco articula aliados no PSB e fortalece plano B em MG em meio a impasse no União Brasil
Movimento político amplia articulações do senador no estado, enquanto aliados acompanham as negociações sobre seu futuro partidário e eventual candidatura
247 - O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) intensificou as articulações políticas em Minas Gerais e passou a considerar o Partido Socialista Brasileiro (PSB) como alternativa para uma eventual candidatura ao governo do estado em 2026. Segundo o jornal O Globo, a movimentação ocorre em meio às indefinições nas negociações para uma possível filiação ao União Brasil, hoje tratada por interlocutores como a principal opção partidária do senador.
Nos bastidores, aliados afirmam que a recente filiação de sete ex-prefeitos mineiros ao PSB, que pretendem organizar uma “chapa municipalista” para a disputa de vagas na Câmara dos Deputados em 2026, reforçou a percepção de que a legenda pode funcionar como um plano B caso as tratativas não avancem. O ato de filiação ocorreu na sede da legenda, em Belo Horizonte, reunindo nomes como Duarte Júnior, Duílio de Castro, Julvan Lacerda, Laércio Cintra, Luís Fernando, Neider Moreira e Beto Guimarães.
De acordo com interlocutores, Pacheco tem adotado uma estratégia de distribuir apoios entre PSB, União Brasil e MDB, enquanto avalia o cenário político estadual e define seu futuro partidário. A ideia é manter canais de diálogo abertos até que haja maior clareza sobre as condições eleitorais em território mineiro.
Nos bastidores da política mineira, aliados avaliam que o movimento também sinaliza uma aproximação entre o grupo político do senador e o PSB. Parte desses interlocutores passou a ocupar espaço na sigla enquanto Pacheco analisa sua eventual mudança de partido. Reservadamente, o senador tem afirmado a aliados que pretende escolher uma legenda com base na afinidade política e não apenas em critérios eleitorais.
União Brasil nas negociações
Apesar das conversas, o União Brasil segue sendo tratado como prioridade, especialmente pela relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, um de seus principais aliados em Brasília (DF). Entretanto, a negociação enfrenta obstáculos em Minas Gerais. A legenda está federada com o PP e conta no estado com lideranças ligadas ao governo de Romeu Zema (Novo), o que reduz o espaço político para a eventual chegada de Pacheco.
Nos últimos dias, passou a circular a possibilidade de mudança de quadros locais para outras siglas, o que poderia reabrir a discussão sobre a filiação do senador. O MDB também foi avaliado como alternativa, mas acabou descartado. Em reunião em Brasília com dirigentes da legenda, Pacheco afirmou que não ingressaria no partido neste momento, já que a sigla possui pré-candidatura própria ao governo de Minas.
As conversas sobre uma eventual saída do PSD ganharam força após a filiação do vice-governador Mateus Simões à legenda, movimento interpretado por aliados como fator de reorganização interna no estado. Apesar das articulações, Pacheco mantém cautela em relação à disputa. Segundo interlocutores, ele ainda não tomou decisão definitiva sobre concorrer ao governo de Minas, embora não descarte a possibilidade. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem dito a aliados que o senador será seu candidato ao governo mineiro.


