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Pacheco prepara saída do PSD e deve se filiar ao União Brasil após o carnaval

União Brasil prepara filiação articulada por Davi Alcolumbre, enquanto o PT avalia cenário alternativo com Alexandre Kalil em MInas Gerais

Rodrigo Pacheco e Davi Alcolumbre (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

247 - O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) encaminhou sua saída do PSD e deve se filiar ao União Brasil nas próximas semanas. A movimentação ocorre em meio a uma reorganização política em Minas Gerais e pode influenciar diretamente a disputa pelo governo estadual em 2026. Segundo o jornal O Globo, a mudança partidária deve ocorrer após o carnaval e é resultado de uma articulação liderada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), aliado de Pacheco.

Filiação ao União Brasil deve ocorrer após o carnaval

De acordo com interlocutores, Alcolumbre teria colocado a estrutura do União Brasil à disposição do senador mineiro, tanto para reforçar a bancada da legenda no Congresso quanto para viabilizar uma eventual candidatura ao governo de Minas. Aliados afirmam que ainda não há definição sobre qual cargo Pacheco poderá disputar em 2026. Segundo essas fontes, a decisão dependerá exclusivamente de uma escolha pessoal do senador, que mantém em aberto o caminho eleitoral que seguirá neste ano.

Ruptura no PSD e distanciamento de Matheus Simões

A possível saída de Pacheco do PSD ocorre após a avaliação, nos bastidores, de que o senador não deve permanecer no mesmo grupo político do vice-governador Matheus Simões (PSD), lançado como pré-candidato ao governo estadual.

Simões foi escolhido como sucessor do governador Romeu Zema (Novo), que se coloca como pré-candidato à Presidência da República e adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A permanência de Pacheco no PSD passou a ser considerada “insustentável” desde o lançamento de Simões como nome do partido para a disputa mineira.

Alcolumbre atua para fortalecer o União no Congresso e em Minas

No União Brasil, a expectativa é de que Pacheco possa manter alinhamento com o projeto político de Lula, que já indicou em mais de uma ocasião que gostaria de vê-lo disputando o comando do Executivo mineiro.

Além da filiação do senador, o diretório do União Brasil em Minas Gerais também deve passar por mudanças. A previsão é de que o comando estadual da sigla seja transferido para o deputado federal Rodrigo de Castro, aliado próximo de Pacheco.

PT discute alternativas e Kalil reage após fala de Lupi

Enquanto Pacheco ainda não define se concorrerá ao governo mineiro, alas do PT têm defendido a construção de um plano alternativo. Entre as possibilidades mencionadas está o apoio ao ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT).

O tema ganhou repercussão após o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, publicar nas redes sociais uma mensagem sobre um encontro com Edinho Silva, dirigente do PT. No texto, Lupi afirmou ter recebido garantias do partido e escreveu que houve “a confirmação do compromisso petista de apoiar as candidaturas ao governo de Juliana Brizola no RS; de Alexandre Kalil em MG, e de Requião Filho no PR”. Lupi também declarou que “com a formalização interna do PT, nos próximos dias, avançaremos para vencer nesses estados estratégicos“.

Após a repercussão, o diretório nacional do PT divulgou uma nota negando que o encontro tivesse como objetivo definir palanques estaduais. Segundo o comunicado, a reunião ocorreu para “um diálogo de alto nível sobre a reeleição do presidente Lula”, mas “não teve como objetivo a definição dos palanques eleitorais nos estados”.

Na mesma nota, o partido acrescentou: “As definições sobre as candidaturas seguem em debate e serão construídas em acordo com os diretórios estaduais”. A divergência provocou reação de Kalil, que se manifestou em publicação no X. O ex-prefeito escreveu que “eleição é um saco” e completou: “no meu palanque só sobe quem eu quiser”.

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