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Pai de argentina investigada por racismo no Rio aparece imitando macaco em vídeo

Imagens mostram empresário repetindo gesto que levou à acusação de injúria racial contra a filha no Rio

Mariano Páez, pai da advogada Agostina Páez, aparece fazendo gestos de cunho racista ao imitar movimentos de macaco (Foto: Reprodução/Redes sociais)

247 - O caso envolvendo a advogada argentina investigada por racismo no Rio de Janeiro ganhou novos desdobramentos após a circulação de um vídeo em que seu pai aparece repetindo gestos semelhantes aos que motivaram a acusação inicial, ampliando a repercussão e reacendendo o debate sobre discriminação e responsabilidade de estrangeiros no país. As imagens passaram a circular nas redes sociais e foram publicadas pelo jornal argentino Clarín.

Nas imagens, o empresário Mariano Páez, pai da advogada Agostina Páez, aparece fazendo gestos de cunho racista ao imitar movimentos de macaco. A atitude é semelhante àquela que levou à abertura de investigação contra a filha no Brasil, o que provocou forte reação nas redes sociais e ampliou as críticas ao caso.

O vídeo, cuja data e contexto não foram detalhados, ganhou grande repercussão após sua divulgação. A repetição do gesto por um familiar direto da investigada reforçou a indignação pública e alimentou discussões mais amplas sobre racismo e comportamento de turistas estrangeiros no país.

Agostina Páez é investigada por injúria racial após um episódio ocorrido em um bar na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo relatos, ela teria feito gestos e proferido falas de teor racista contra um funcionário do estabelecimento. O caso levou à sua detenção, seguida da concessão de habeas corpus pela Justiça fluminense mediante pagamento de fiança.

Após deixar o Brasil, a advogada afirmou ter vivido um “calvário” durante sua permanência no país. Ela declarou arrependimento pela forma como reagiu no episódio, mas negou ser racista e criticou a repercussão do caso. Também disse desconhecer a rigidez da legislação brasileira sobre crimes raciais e recomendou que estrangeiros se informem sobre as leis locais antes de viajar.

Com a divulgação do vídeo do pai, a advogada se manifestou nas redes sociais para repudiar a atitude. Segundo o jornal Clarín, ela afirmou ter sentido “nojo” ao ver as imagens e declarou não ter “absolutamente nada a ver com o que está circulando”. Na mesma publicação, classificou o conteúdo como “lamentável” e disse rejeitar completamente o comportamento exibido.

Apesar da repercussão, até o momento não há indicação de que Mariano Páez seja alvo de investigação no Brasil. Não há confirmação sobre o local onde o vídeo foi gravado nem sobre uma conexão direta com o episódio ocorrido no Rio de Janeiro.

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