PF realiza buscas em endereços de Daniel Vorcaro e familiares em São Paulo
Segunda fase da operação Compliance Zero apura suspeitas de fraudes financeiras no Banco Master
247 - A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (14) uma nova etapa da operação Compliance Zero e realiza buscas em endereços ligados a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, além de imóveis associados a parentes dele, na capital paulista. A ação integra um inquérito que apura a existência de um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo a instituição bancária, informa o G1.
A ofensiva marca a segunda fase da investigação conduzida pela PF. Agentes cumprem diversos mandados de busca e apreensão com o objetivo de reunir novos elementos sobre as irregularidades sob apuração.
A primeira fase da operação ocorreu em novembro do ano passado e resultou na prisão de sete pessoas, sendo cinco em caráter preventivo e duas de forma temporária. Naquele momento, o Banco Central decidiu pela liquidação extrajudicial do Banco Master após concluir que a instituição não apresentava condições de cumprir suas obrigações financeiras.
Daniel Vorcaro chegou a ser preso durante a etapa inicial da investigação, que concentrou esforços na análise de movimentações financeiras e práticas internas do banco. A nova fase busca aprofundar a apuração e identificar possíveis responsabilidades adicionais no suposto esquema investigado.
A Polícia Federal não divulgou detalhes sobre os materiais apreendidos até o momento. A investigação segue em andamento e novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos.
Leia a nota da PF sobre a operação:
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14/1), a segunda fase da Operação Compliance Zero, com o objetivo de apurar a prática dos crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais.
Estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão (São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro), expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.
As medidas judiciais visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações.


