HOME > Sudeste

PL pressiona Cláudio Castro a desistir de candidatura ao Senado após nova operação da PF

Novas revelações sobre Banco Master ampliam pressão sobre ex-governador do Rio

PL pressiona Cláudio Castro a desistir de candidatura ao Senado após nova operação da PF (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
Selo Fonte Preferida no Google do Brasil 247

247 - A cúpula do PL aumentou a pressão sobre o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro para que ele desista da candidatura ao Senado nas eleições deste ano. Segundo a coluna do jornalista Gerson Camarotti, do G1,  dirigentes do partido avaliam que o aprofundamento das investigações envolvendo o Banco Master tornou insustentável a permanência de Castro no cenário eleitoral. Mesmo após ter sido condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em março, ficando inelegível, o ex-governador ainda insistia em manter a pré-candidatura.

Investigação amplia crise política no PL

De acordo com aliados de Castro, o avanço das apurações mudou o cenário político dentro do partido. A avaliação é de que o caso passou a gerar desgaste não apenas para a chapa estadual liderada pelo deputado Douglas Ruas, mas também para o projeto nacional do PL.

Nos bastidores, dirigentes da legenda demonstram preocupação com possíveis impactos na pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que já enfrenta desgaste em razão da relação entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro (PL).

Documento aponta indícios de irregularidades

Trechos da decisão do ministro do STf André Mendonça apontam suspeitas sobre a relação entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. “A relação de Daniel Bueno Vorcaro e Cláudio Bomfim de Castro e Silva trazida aos autos ultrapassou o mero contato institucional, alcançando indícios concretos da ocorrência de tratativas ilícitas que viabilizaram a captação de um total de R$ 3.691.000.000,00 em investimentos no Banco Master, somando-se os montantes aplicados em fundos e Letras Financeiras”, afirma o documento.

Segundo as investigações, recursos do fundo de previdência dos servidores estaduais teriam sido aplicados em Letras Financeiras e fundos ligados ao Banco Master “em desconformidade com a política de investimentos do RPPS e com as exigências regulatórias”.

PF investiga operações financeiras

Ainda conforme a decisão, o esquema investigado teria envolvido “alterações deliberadas nos procedimentos internos, credenciamentos considerados apenas formais, ausência de análises técnicas, concentração excessiva de risco e o uso de intermediários para aumentar comissões e ocultar pagamentos de vantagens indevidas”.

Artigos Relacionados