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Quaquá mira bancada própria, comando do PT e vaga no Senado

Prefeito de Maricá articula apoio a 12 candidatos a deputado federal e prepara movimento nacional para fortalecer projeto político até 2030

Washington Quaquá (Foto: Ricardo Vaz)
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247 - O prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), iniciou uma articulação política de longo alcance para ampliar sua influência no Rio de Janeiro e em Brasília, com o objetivo de se credenciar para disputar uma vaga no Senado em 2030. A estratégia passa pelo apoio a uma bancada de 12 candidatos a deputado federal, formada por nomes do PT e de outros partidos.

As informações são da Agenda do Poder, que aponta que Quaquá pretende construir uma base parlamentar mais ampla do que a de muitas legendas fluminenses no Congresso. O grupo reúne aliados de diferentes campos partidários, incluindo integrantes do PT, PV, PP, PDT e PSDB.

O núcleo político articulado por Quaquá tem como principal nome seu filho, Diego Zeidan (PT). Também integram a lista Celso Pansera (PT), Rubens Bomtempo (PT), Benny Briolly (PT), Bandeira de Mello (PV), Léo Picciani (PV), Bebeto (PP), Marcos Tavares (PDT), Juninho do Pneu (PSDB), Edmundo Vasco (PSDB), Ricardo Abraão (PSDB) e Murilo Gouvêa (PSDB).

Parte dos nomes busca a reeleição, enquanto outros tentam conquistar mandato pela primeira vez. Segundo a publicação, todos mantêm relação próxima com o prefeito de Maricá e defendem uma atuação coordenada em favor do Rio de Janeiro e de pautas consideradas relevantes para o país.

A movimentação também ocorre em meio a especulações de adversários sobre uma eventual saída de Quaquá do PT. O prefeito, no entanto, trabalha em sentido oposto: prepara-se para disputar a presidência nacional da legenda em 2029.

Para isso, o petista articula conversas com diretórios do partido em diferentes estados e tenta aproximar setores do chamado “PT raiz” de segmentos desenvolvimentistas, progressistas e democráticos do centro e da direita. A meta é formar um bloco político de esquerda aliado ao centro, com força parlamentar expressiva em Brasília.

O projeto desenhado por Quaquá prevê a consolidação de uma base com pelo menos 40 deputados federais e dois senadores. Caso consiga avançar nessa articulação, o prefeito de Maricá passaria a ter maior protagonismo nacional dentro e fora do PT.

Outro passo da estratégia é a organização de um encontro em Maricá, previsto para setembro, descrito pela Agenda do Poder como uma espécie de “Davos brasileira”. A proposta é reunir empresários, lideranças políticas, representantes populares e juristas para discutir um novo projeto de desenvolvimento nacional, batizado de Projeto Brasil.

Entre os nomes esperados para o evento estão André Esteves, do BTG Pactual, e o advogado Kakay. A iniciativa busca dar densidade política e econômica ao plano nacional de Quaquá, conectando lideranças de diferentes áreas em torno de uma agenda de desenvolvimento.

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