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Tarcísio vai ao STF pedir prisão domiciliar para Bolsonaro

Governador de São Paulo intensifica contatos com ministros do Supremo

Governador Tarcísio de Freitas 29/01/2026 REUTERS/Adriano Machado (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), viaja a Brasília nesta quarta-feira (18) com o objetivo de ampliar a articulação política em defesa da concessão de prisão domiciliar a Jair Bolsonaro (PL). A movimentação ocorre em meio à internação do ex-presidente, diagnosticado com pneumonia, e integra uma estratégia mais ampla de aliados que buscam sensibilizar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a situação clínica, relata o jornal O Globo.

Nos bastidores, interlocutores apontam que a presença de Tarcísio na capital federal inaugura uma nova frente de diálogo direto com integrantes do STF, após contatos telefônicos realizados nos últimos dias por aliados do ex-presidente.

Segundo relatos, o governador deve se reunir ao longo de quinta-feira (19) com ministros como Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Luiz Fux e Edson Fachin. Há também expectativa de tentativa de agenda com Alexandre de Moraes, relator do caso e responsável por eventual decisão sobre o regime de cumprimento da prisão. Procurado, Tarcísio não comentou.

A estratégia do grupo é reforçar presencialmente o argumento de que o estado de saúde de Bolsonaro justificaria a concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias. A articulação ganhou força após a internação do ex-presidente, vista por aliados como um elemento capaz de influenciar a avaliação do tribunal.

Na terça-feira (17), advogados de Bolsonaro já haviam se reunido com Moraes para formalizar um novo pedido de domiciliar. O encontro contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que passou a atuar diretamente na mobilização. “Nós formalizamos um novo pedido de domiciliar humanitária e expusemos ali as nossas preocupações. Foi uma conversa objetiva, como advogados, e ele ficou de avaliar”, afirmou o parlamentar.

Além da ofensiva jurídica, a viagem de Tarcísio também inclui compromissos institucionais. Entre os temas previstos estão discussões sobre ações judiciais envolvendo a Sabesp, pauta que mantém o governo paulista em diálogo frequente com o STF.

Antes das reuniões no Supremo, o governador deve participar de um jantar com Flávio Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O encontro ocorre em meio à mobilização em torno da situação do ex-presidente e deve servir para alinhar os próximos passos políticos e jurídicos do grupo.

A agenda também inclui debates sobre a reorganização política para 2026. Entre os pontos em discussão está o evento de apresentação do plano de governo de aliados de Bolsonaro, que pode ser adiado diante do desempenho de Flávio Bolsonaro em pesquisas.

No cenário paulista, persistem divergências sobre a composição da chapa. Tarcísio tem sinalizado a intenção de manter Felicio Ramuth (PSD) como vice, resistindo à pressão do PL pela indicação de André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo. Paralelamente, integrantes da sigla defendem maior espaço, incluindo a filiação de Ramuth e a possibilidade de Eduardo Bolsonaro integrar a disputa ao Senado como suplente, proposta que enfrenta resistência devido a riscos jurídicos e políticos.

A definição sobre as candidaturas ao Senado segue indefinida. Entre os nomes cogitados estão Mário Frias, Marco Feliciano, o empresário Renato Bolsonaro e o vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo, enquanto as negociações continuam nos bastidores.

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