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Defesa de Bolsonaro vê "clima no STF" para conseguir prisão domiciliar

Agravamento do estado de saúde de Jair Bolsonaro teria sensibilizado ministros do Supremo

Jair Bolsonaro, de costas, e Alexandre de Moraes (Foto: Antonio Augusto/STF)

247 - A defesa de Jair Bolsonaro (PL) avalia que o atual ambiente no Supremo Tribunal Federal (STF) pode abrir caminho para a concessão de prisão domiciliar ao ex-mandatário, atualmente detido na Papudinha. Advogados e aliados próximos acreditam que há um movimento interno na Corte favorável à mudança, especialmente após o recente agravamento do estado de saúde de Bolsonaro, segundo Igor Gadelha, do Metrópoles.

Integrantes da defesa apontam que o quadro clínico do ex-presidente, que foi hospitalizado às pressas na sexta-feira (13) com broncopneumonia por aspiração, teria contribuído para consolidar essa percepção entre ministros do STF. Ainda que reconheçam que a condição de saúde poderia se manifestar também em casa, aliados avaliam que uma eventual morte na prisão teria forte impacto político e institucional.

Nos bastidores, interlocutores de Bolsonaro argumentam que o Supremo não deveria assumir o risco de manter o ex-presidente detido diante do quadro médico. Um integrante da defesa, sob condição de anonimato, afirmou: “o Supremo não pode correr um risco de algo que parece inevitável”.

A avaliação entre aliados vai além da questão jurídica e de saúde. Há também a leitura de que uma eventual morte de Bolsonaro em custódia poderia provocar desdobramentos políticos relevantes, incluindo possíveis reflexos eleitorais e aumento das tensões envolvendo o STF.

No campo das articulações, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu pessoalmente com o ministro Alexandre de Moraes na terça-feira (17) para solicitar a concessão de prisão domiciliar ao pai. O encontro contou também com a presença do advogado Paulo Amador Bueno.

Essa não foi a primeira tentativa de sensibilizar o ministro. Em janeiro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também esteve com Moraes para tratar do mesmo pedido. Na ocasião, a conversa foi considerada cordial, mas não resultou em mudança de decisão por parte do magistrado.

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