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Treta na direita: Tarcísio rebate crítica de Kassab e nega submissão a Bolsonaro

Governador de São Paulo responde a presidente nacional do PSD e destaca "amizade e valores" na política

Gilberto Kassab e Tarcísio de Freitas (Foto: Reprodução/Facebook)

247 - O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a responder às críticas de que seria “submisso” a Jair Bolsonaro (PL). A reação ocorreu após declarações do presidente nacional do PSD e secretário de Governo e Relações Institucionais, Gilberto Kassab.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, Tarcísio contestou a interpretação de que sua relação com Bolsonaro represente dependência política e afirmou que a lealdade não pode ser confundida com submissão.

Lealdade e valores no centro da resposta

“Acho interessante como as pessoas confundem lealdade com submissão. Amizade e lealdade viraram atributos raros na política. As pessoas agem por interesse próprio”, disse Tarcísio. Em seguida, reforçou: “Quem fala em submissão não entende nada sobre amizade e valores”.

Reconhecimento a Bolsonaro

Tarcísio também afirmou que “sabe de onde veio” e reconheceu a importância de Bolsonaro em sua trajetória. Ele relembrou que passou três anos dizendo que “apoiaria o candidato de Bolsonaro” e que, como ele escolheu o filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), caminharia com ele.

O governador acrescentou que o Brasil “precisa de uma alternativa”, diante do que classificou como cansaço da população com a “falta de projeto”. Segundo ele, Flávio pode oferecer um projeto de longo prazo voltado à prosperidade.

As declarações de Kassab

As falas de Tarcísio ocorrem após entrevista concedida por Gilberto Kassab ao UOL News, cerca de três semanas antes. Na ocasião, o dirigente afirmou que reconhecer o papel de Bolsonaro na trajetória do governador não deve ser confundido com ausência de identidade própria.

“Uma coisa é gratidão, reconhecimento, lealdade; outra coisa é submissão”, disse Kassab. Ele acrescentou que Tarcísio reúne atributos que o colocam como liderança nacional e que essa condição exige posicionamento próprio. “Uma personalidade como ele, que é governador de São Paulo, que legitimamente tem as pretensões de comandar o País um dia, e, se não tem, muita gente no Brasil quer que ele tenha, precisa mostrar que tem a sua identidade”, afirmou.

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