Val Ceasa é alvo de operação do MPRJ por suspeita de elo com TCP
Deputado estadual é investigado em operação do MPRJ sobre suspeita de ligação com o TCP e tentativa de impedir demolição no Rio
247 - O deputado estadual Val Ceasa, o ex-vereador do Rio de Janeiro Ulisses Marins, que atualmente é servidor municipal, e um ex-assessor parlamentar são alvos de uma operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) nesta quinta-feira (18), em investigação sobre suspeita de ligação com a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) e tentativa de interferência em ação policial na capital fluminense, informa o site Agenda do Poder.
Ao todo, são cumpridos 14 mandados de busca e apreensão contra três agentes públicos investigados por suposto envolvimento com a organização criminosa. As diligências têm como foco apurar se os alvos usaram a influência de seus cargos para atuar em favor de interesses ligados ao TCP.
Investigação mira suposta interferência em operação policial
De acordo com a apuração, Val Ceasa é suspeito de manter relações com integrantes da facção criminosa. O parlamentar teria atuado para evitar a destruição de uma área conhecida como “resort do crime”, atribuída ao traficante Peixão.
A investigação foi instaurada pela Procuradoria-Geral de Justiça após o surgimento de indícios de que parlamentares teriam procurado a Polícia Militar em busca de informações sobre uma operação sigilosa. A ação previa a demolição de imóveis ligados à organização criminosa em Parada de Lucas, no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Segundo o MPRJ, os investigados teriam utilizado a posição pública que ocupavam para alegar que os imóveis seriam destinados à prestação de serviços sociais. As apurações, porém, indicam que essa justificativa não correspondia à realidade apontada pelos investigadores.
Buscas ocorrem na Alerj, na Ceasa e em outros endereços
As diligências são realizadas por agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ (CSI/MPRJ) e da Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro da Polícia Civil.
Os mandados foram autorizados pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. As buscas são cumpridas na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na Ceasa e em outros endereços localizados na capital fluminense e no Espírito Santo.
A operação policial que previa a demolição dos imóveis acabou sendo adiada. As buscas seguem em andamento.



