‘Carta de Flávio Bolsonaro enviada a Marco Rubio pode ser armação’, avalia Tony Garcia
Empresário avalia que eventual resposta dos EUA sobre tarifa ao Brasil pode servir com objetivo de pressionar eleitorado brasileiro
247 — O empresário Tony Garcia afirmou que a carta atribuída ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pode representar uma armadilha política em meio à ameaça de tarifas contra o Brasil.
"Ao pedir em tom de súplica ao secretário de Estado Marco Rubio para que os EUA não imponham tarifas ao Brasil, Flávio Bolsonaro pode estar fazendo um 'jogo de cartas marcadas'", escreveu Garcia.
"Uma resposta de Rubio a Flávio, postergando a decisão de tarifar o Brasil ou não para depois da eleição, pode ser uma forma efetiva de chantagear o povo brasileiro", acrescentou.
Garcia vê atuação dos EUA contra governo Lula
O empresário também afirmou que Marco Rubio atua sob orientação de Trump contra a política externa e econômica do governo do presidente Lula. Ele avaliou que os aliados do presidente norte-americano tentarão favorecer interesses ligados à família Bolsonaro nas eleições brasileiras.
Conforme destacou o empresário, "Rubio trabalha a mando de Trump contra a política do governo Lula; não há dúvida de que tentarão de todas as formas ajudar o filho de Bolsonaro nas eleições brasileiras".
Hipótese de desgaste contra a diplomacia brasileira
Na avaliação de Garcia, a carta também pode ter outro objetivo: desmoralizar a diplomacia conduzida pelo governo Lula. Ele argumentou que a iniciativa aparece em um momento de forte reação oficial contra a política tarifária defendida por Washington.
"A meu ver, essa carta, em meio à tormenta de críticas disparadas pelo governo contra as novas tarifas, pode conter outra armadilha para desmoralizar a diplomacia de Lula", continuou.
Comparação com Argentina e Colômbia
Tony Garcia também citou outros países da América Latina ao comentar a atuação de Donald Trump e de Marco Rubio. Segundo ele, Washington já teria usado método semelhante em disputas políticas recentes na Argentina e na Colômbia.
"Trump e Rubio já usaram este método na Argentina e, mais recentemente, na Colômbia. Podem estar preparando o terreno para o mesmo se dar aqui. 'Em política, as verdadeiras intenções habitam regiões abissais; na superfície, habita o engodo'", complementou.



