'Orgulho de ter estado ao lado de Lula na defesa da democracia e da soberania nacional', diz Gleisi ao deixar ministério
Gleisi Hoffmann deixa ministério e confirma pré-candidatura ao Senado pelo Paraná
247 - A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, anunciou nesta sexta-feira (3) sua saída do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e confirmou que irá disputar uma vaga ao Senado pelo Paraná. A decisão marca o encerramento de sua atuação no ministério após um período dedicado ao projeto de desenvolvimento do país voltado à maioria da população.
Balanço da atuação no governo
Gleisi usou as redes sociais para afirmar que encerra “oficialmente o período em que tive o privilégio de servir ao governo do presidente Lula na Secretaria de Relações Institucionais”. Segundo ela, o período foi marcado por “muito trabalho pelo projeto de desenvolvimento do Brasil voltado para a imensa maioria da população”.
A ex-ministra destacou iniciativas do governo federal durante sua gestão, incluindo mudanças na política tributária, com isenção de imposto de renda para quem ganha menos e taxação para faixas de renda mais elevadas. Também citou programas sociais como o Gás do Povo, Luz do Povo e o Pé de Meia, além do fortalecimento da Farmácia Popular, do Minha Casa Minha Vida e do Pronaf.
Indicadores e defesa institucional
Gleisi também apontou resultados econômicos e sociais alcançados no período. “O salário-mínimo e a renda das famílias tiveram aumento real, o desemprego é o menor da história e o país voltou a crescer”, afirmou.
Ela ainda ressaltou sua atuação ao lado do presidente Lula em temas institucionais. “Orgulho de ter estado ao lado do presidente Lula na defesa da democracia e da soberania nacional contra os traidores da pátria”, declarou.
Pré-candidatura ao Senado
Ao anunciar sua saída do ministério, Gleisi confirmou sua intenção de disputar uma vaga no Senado pelo Paraná. “Sou pré-candidata ao Senado para defender nosso querido Paraná. E para avançar nosso projeto de país, com prioridade total para o desenvolvimento do Brasil e condições de vida cada vez melhores para o povo brasileiro”, escreveu.
A saída de Gleisi do ministério foi oficializada nesta sexta-feira por meio de uma publicação no Diário Oficial da União (DOU). Além dela, Geraldo Alckmin também deixou o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em movimento ligado às eleições de outubro. Ambos deixam os cargos para se candidatar, conforme determina a legislação eleitoral.
A decisão integra uma série de exonerações promovidas pelo governo federal ao longo da semana. Ao todo, 17 ministros foram desligados de suas funções, sendo que 14 pastas já contam com novos titulares.
Geraldo Alckmin, que permanece no cargo de vice-presidente da República, deve disputar a reeleição ao lado do presidente Lula. Já Gleisi Hoffmann pretende disputar o Senado pelo Paraná.


