TSE retoma julgamento que pode cassar mandato do senador bolsonarista Jorge Seif
Corte analisa na próxima semana acusações de uso da estrutura da Havan na campanha eleitoral de 2022
247 - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma, na próxima semana, um julgamento que pode resultar na cassação do mandato do senador Jorge Seif (PL-SC), um dos principais nomes do bolsonarismo em Santa Catarina. A ação questiona a regularidade da campanha do parlamentar ao Senado nas eleições de 2022. As informações são do UOL.
O caso, que tem julgamento marcado para o dia 5 de fevereiro, envolve acusações de que Seif teria se beneficiado da estrutura da rede de lojas Havan durante o período eleitoral. Inicialmente previsto para ser analisado em 2024, o processo foi adiado após decisão do tribunal de aprofundar as investigações.
Investigações reforçam acusações
As investigações adicionais apontaram que o senador teria utilizado aeronaves pertencentes ao grupo empresarial da Havan durante a campanha eleitoral. As novas informações foram incorporadas aos autos e passaram a integrar o conjunto probatório analisado pelos ministros.
Ministério Público pede cassação e novas eleições
Diante dos elementos reunidos, o Ministério Público Eleitoral emitiu parecer favorável à cassação de Jorge Seif e de seus suplentes. Eleito para um mandato de oito anos, o senador ainda tem quatro anos pela frente. A ação foi proposta pela coligação liderada pelo PSD em Santa Catarina. Partidos envolvidos solicitaram que, em caso de cassação, os votos fossem atribuídos a Raimundo Colombo (PSD), que ficou em segundo lugar na disputa. O Ministério Público Eleitoral, porém, defendeu a realização de uma nova eleição.
Parlamentar afirma confiança na absolvição
Em nota, Jorge Seif afirmou estar confiante no desfecho do julgamento. Segundo o senador, o processo já teria sido julgado improcedente duas vezes na Justiça Eleitoral catarinense e as diligências realizadas em Brasília não teriam identificado irregularidades. "Sigo tranquilo e confiante de que a Justiça confirmará a improcedência da ação e reafirmará que não houve irregularidades durante o processo eleitoral, respeitando assim a escolha de 1,5 milhão de catarinenses", disse o parlamentar.


