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Pedido de extradição de Alexandre Ramagem está com os EUA, diz Embaixada do Brasil

Ministério da Justiça informou ao STF que solicitação foi enviada ao Departamento de Estado em dezembro de 2025

Alexandre Ramagem (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

247 - O pedido de extradição do ex-deputado federal Alexandre Ramagem já foi formalmente encaminhado aos Estados Unidos e encontra-se sob análise das autoridades estadunidenses. A informação foi repassada pelo Ministério da Justiça ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (28), após determinação do ministro Alexandre de Moraes. Segundo o Metrópoles, a solicitação foi enviada ao Departamento de Estado dos Estados Unidos por meio de nota verbal, acompanhada da documentação necessária, no dia 30 de dezembro de 2025.

Pedido foi enviado após determinação do STF

Segundo o Ministério da Justiça, a comunicação oficial ao governo estadunidense ocorreu após o STF encaminhar à pasta os documentos exigidos para formalizar o pedido de extradição, conforme previsto no Tratado de Extradição entre o Brasil e os Estados Unidos. A documentação segue as exigências da Lei nº 13.445/2017, incluindo informações detalhadas sobre o local, a data, a natureza e as circunstâncias do crime, além da identificação do extraditando e dos dispositivos legais referentes à competência, à pena aplicada e à prescrição.

Condenação e fuga do ex-deputado

Alexandre Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão por atuar em uma trama golpista. O processo transitou em julgado no dia 25 de novembro de 2025. Antes do início do cumprimento da pena, o então parlamentar deixou o Brasil e passou a ser considerado foragido. Ciente de que Ramagem se encontra nos Estados Unidos, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Secretaria Judiciária do STF remetesse ao Ministério da Justiça toda a documentação necessária para a formalização do pedido de extradição.

Polícia Federal investiga rota clandestina

Paralelamente, a Polícia Federal apura as circunstâncias da saída de Alexandre Ramagem do país. A suspeita é de que ele tenha deixado o Brasil de forma clandestina, atravessando a fronteira pela Guiana antes de seguir para os Estados Unidos, onde está desde setembro.

Os detalhes da rota foram confirmados pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em conversa com jornalistas em dezembro do ano passado. Segundo ele, "a rota de fuga já parece clara: via Guiana, saindo clandestinamente, sem passar por qualquer ponto de fiscalização. Em seguida, saiu de Georgetown para Miami".

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