Parceria entre China e Vale é essencial para o Brasil e para a transição energética, diz Kennedy Alencar
Diretor global de Relações Institucionais da Vale destaca cooperação com a China, papel na descarbonização e importância estratégica da relação bilateral
247 – O diretor global de Relações Institucionais da Vale, Kennedy Alencar, afirmou na manhã desta quarta-feira (18), em Brasília, que a parceria entre a China e a mineradora brasileira é estratégica não apenas para o Brasil, mas também para o processo global de transição energética. A declaração foi feita durante o evento “Desenvolvimento da China, Oportunidades para o Mundo”, organizado pela China Media Group.
Kennedy destacou a importância histórica da relação com a China e o papel do país asiático no desenvolvimento econômico global nas últimas décadas. “Todo mundo sabe como a China é importante para a Vale e como a China, nas últimas décadas, criou esse ambiente de negócios e de desenvolvimento internacional da economia global”, afirmou.
Segundo ele, a empresa tem orgulho de participar desse processo e mantém uma relação de mais de 50 anos com parceiros chineses, acompanhando de perto a transformação econômica e social do país. “A gente está há mais de 50 anos trabalhando de uma maneira muito próxima com as empresas chinesas e presenciou esse processo de transformação social e econômica da China”, disse.
O executivo ressaltou que a China não é apenas a principal parceira comercial do Brasil, mas também o principal destino das exportações da Vale. “Ela não é apenas a maior parceira comercial do Brasil, é a maior parceira comercial da Vale”, declarou, acrescentando que mais de 50% do minério de ferro da empresa é destinado ao país asiático, que respondeu por 63% das vendas no último ano.
Kennedy também destacou o papel do minério brasileiro na transição energética global, especialmente pela qualidade do produto fornecido pela Vale. “O minério da Vale é um minério que ajuda a descarbonizar a cadeia siderúrgica pela alta qualidade que ele possui”, afirmou.
Ele explicou que a empresa busca construir uma “ponte de cooperação” com a China, incluindo parcerias em mais de 20 portos chineses para a mistura e distribuição de minério de ferro, além de manter escritórios em cidades estratégicas como Xangai, Pequim e Tianjin.
Outro ponto enfatizado foi a chamada “cooperação verde”, que, segundo Kennedy, será um dos pilares da relação entre Brasil e China nos próximos anos. “A descarbonização está acontecendo. Ela é irreversível. E a mineração legal e responsável é aliada da transição energética”, afirmou.
De acordo com ele, a mineração desempenha papel central no fornecimento de minerais críticos, como cobre e níquel, fundamentais para tecnologias limpas e para a redução das emissões globais. Kennedy também defendeu que a atividade mineral pode coexistir com a preservação ambiental e o desenvolvimento social. “A mineração e a preservação podem caminhar juntas”, disse, citando como exemplo a atuação da Vale em Carajás, onde, segundo ele, 97% da área é preservada.
Além disso, destacou iniciativas sociais da empresa, como investimentos em infraestrutura e cultura em municípios mineradores, incluindo a construção de um hospital em Congonhas e projetos culturais na região.
Ao concluir, Kennedy ressaltou a importância da relação entre os presidentes Lula (PT) e Xi Jinping para o fortalecimento das parcerias estratégicas entre Brasil e China. “São dois líderes do Sul Global que têm procurado desenvolver essas parcerias e aproveitar essa oportunidade histórica”, afirmou.




