China defende interesses legítimos na Venezuela e condena ação militar dos EUA
China exige respeito à soberania e alerta para riscos à ordem e ao direito internacional
247 - Em pronunciamento nesta quarta-feira (7), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China reafirmou que os interesses legítimos de Pequim na Venezuela precisam ser protegidos em meio à escalada de tensões após a ação militar dos Estados Unidos naquele país. A informação foi divulgada pela agência estatal Xinhua, destacando a posição oficial chinesa sobre o conflito diplomático envolvendo Caracas e Washington.
A representante do ministério chinês, Mao Ning, afirmou que a Venezuela é um Estado soberano que detém “soberania plena e permanente sobre seus recursos naturais e atividades econômicas”, apontando que quaisquer direitos e interesses de parceiros estrangeiros — incluindo os da China — devem ser respeitados e garantidos pelos princípios do direito internacional.
A porta-voz também condenou a operação militar liderada pelos Estados Unidos contra a Venezuela, argumentando que o uso da força viola o direito internacional e a soberania venezuelana. A declaração ecoa protestos globais contra a ofensiva americana, que resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e tem provocado reações de governos e instituições internacionais contrários à intervenção.
A China tem mantido nos últimos meses uma linha firme de oposição a interferências externas nos assuntos internos da Venezuela, reiterando a importância de resolver disputas por meio de diálogo e negociação, e não pela coerção ou ações unilaterais. Essa postura tem sido repetida em diferentes contextos, incluindo críticas a sanções e bloqueios impostos por Washington e exortações para que os EUA retirem medidas consideradas ilegais ou prejudiciais à estabilidade regional.




