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Joesley Batista faz “bate-volta” entre Washington e Caracas e reporta cenário de estabilidade

Empresário brasileiro atua na articulação entre os governos Trump e Delcy e se reuniu com a presidenta encarregada; governo brasileiro está a par

Joesley Batista (Foto: Paulo Vitale)

247 – O empresário brasileiro Joesley Batista, do grupo J&F, fez uma viagem “bate-volta” entre Washington e Caracas, na última sexta-feira, para avaliar a situação institucional na Venezuela sob o governo interino de Delcy Rodríguez. Segundo fontes a par das articulações entre os governos americano e venezuelano, Batista teria informado as autoridades americanas que viu um cenário de estabilidade institucional e disponibilidade para o diálogo. As informações também teriam sido compartilhadas com o governo brasileiro.

Segundo dados de plataformas de monitoramento de voos, o deslocamento do empresário foi feito a bordo de um Bombardier Global 6000, matrícula PS-BJB, aeronave registrada em nome de uma empresa de seu irmão, José Batista Júnior. O voo partiu de Washington na quinta-feira (8), às 21h58 (horário local), com pouso em Caracas às 2h52 da sexta-feira (9), já no fuso-horário venezuelano. Depois de se reunir com autoridades venezuelanas, incluindo a presidenta interina, Joesley decolou de volta para Washington às 22h01.

Batista tem atuado como facilitador informal do diálogo entre o governo dos Estados Unidos e a nova administração da Venezuela. De acordo com a CNN Brasil, ele encontrou-se em Caracas com Delcy Rodríguez e representantes do governo venezuelano para tratar da estabilidade política do país e das perspectivas econômicas. Logo após as reuniões, retornou à capital americana.

Interlocutor estratégico

Embora não represente oficialmente o governo americano, o empresário exerce um papel de interlocutor estratégico entre o governo Trump e as autoridades venezuelanas. Em novembro, Batista se reuniu com o então presidente Nicolás Maduro e levou para Washington a mensagem de que o venezuelano não aceitaria as propostas de exílio para deixar o poder. Segundo o jornal Washington Post, uma fonte da Casa Branca confirmou que as informações reportadas pelo brasileiro após o encontro foram levadas em consideração nas decisões que culminaram com o sequestro de Maduro pelos EUA. 

Embora não possua negócios na Venezuela, o grupo J&F já declarou interesse em investir em campos de petróleo naquele país. Procurada, a J&F informou que não comentará.

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