Rubio relaciona eleições no Brasil e na Colômbia à maior cooperação militar da América Latina com EUA
Escudo das Américas, que não conta com a participação do Brasil, México e Colômbia, reúne países alinhados à estratégia de segurança de Washington
247 - O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (3) que mudanças políticas em países da América Latina poderão ampliar a cooperação militar com Washington nos próximos meses. A declaração foi feita durante uma audiência no Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes dos EUA.
Segundo o Metrópoles, Rubio associou o calendário eleitoral de países da região, incluindo Brasil e Colômbia, à possibilidade de fortalecimento das iniciativas de segurança lideradas pelos Estados Unidos. Para o chefe da diplomacia do governo Donald Trump, eventuais mudanças de governo podem favorecer a adesão de novos parceiros à estratégia estadunidense para o continente.
Escudo das Américas no centro da estratégia
Durante a audiência, Rubio destacou o papel do Escudo das Américas, coalizão criada neste ano com o objetivo declarado de ampliar a cooperação regional no combate ao narcotráfico, ao terrorismo e a outras ameaças à segurança.
Ao defender a iniciativa, o secretário ressaltou o alcance do grupo e projetou sua expansão. “Mais de 14 países do hemisfério se juntaram à nossa aliança contra o terrorismo, o narcotráfico e para assuntos de segurança”, afirmou.
Em seguida, Rubio indicou que espera um aumento no número de participantes da coalizão. “Acreditamos que este número deve aumentar nos próximos meses, à medida que as eleições mudem a liderança em vários países”, declarou.
Aliança foi criada sem Brasil, México e Colômbia
O Escudo das Américas foi formalizado durante uma reunião realizada em 7 de março, na Flórida, que contou com representantes de 12 países latino-americanos. A maioria dos participantes era formada por governos alinhados à direita.
Brasil, México e Colômbia não foram convidados para o encontro. Os três países são atualmente governados por administrações situadas mais à esquerda no espectro político, fato que chamou atenção devido ao peso econômico e geopolítico dessas nações na região.
Atualmente, a coalizão é composta por Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai e Trinidad e Tobago.
Segundo Washington, o objetivo do bloco é fortalecer a cooperação entre os países participantes para combater o tráfico internacional de drogas, o crime organizado transnacional e outras ameaças à segurança regional.



