Rússia mantém diálogo permanente com Delcy Rodríguez
Kremlin classifica ofensiva dos EUA como ilegal e reforça defesa da soberania venezuelana
247 - A Rússia mantém canais diplomáticos ativos e permanentes com a liderança da Venezuela, reforçando a coordenação política entre os dois países em um contexto de elevada tensão internacional. A informação foi confirmada pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, ao comentar o atual estágio das relações entre Moscou e Caracas. . As informações são da Telesur.
Segundo Peskov, embora não exista, no momento, uma conversa telefônica agendada entre o presidente russo, Vladimir Putin, e a presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, esse contato poderá ser organizado rapidamente, caso seja necessário.
Kremlin confirma canais diplomáticos ativos
O porta-voz do Kremlin destacou que a comunicação entre os dois governos ocorre de forma contínua por meio de canais diplomáticos. Ele explicou que, mesmo sem uma ligação programada no curto prazo, Moscou mantém plena disposição para fortalecer a coordenação bilateral sempre que a situação exigir.
Moscou condena ação militar dos EUA
Ao abordar a ofensiva militar realizada pelos Estados Unidos em 3 de janeiro, Peskov reiterou a posição firme da Rússia ao classificar a ação como “ilegal”. Segundo ele, Moscou defende o respeito irrestrito à soberania e à integridade territorial da Venezuela. O ataque atingiu infraestruturas estratégicas e áreas urbanas em Caracas, Miranda, Aragua e La Guaira, deixando pelo menos 100 mortos, entre eles 32 cidadãos cubanos que integravam a equipe de segurança presidencial.
Lavrov destaca parceria estratégica com Caracas
As declarações de Peskov estão em consonância com manifestações recentes do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov. O chanceler ressaltou a “longa história de boas e estratégicas relações” entre os dois países e afirmou que Moscou e Caracas são “fiéis aos acordos assinados”.
Lavrov afirmou que a Rússia acompanha “com grande interesse, preocupação e simpatia” a postura da liderança venezuelana ao defender sua atuação internacional “como um Estado soberano e independente”, especialmente após a agressão militar dos Estados Unidos e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. “Compartilhamos uma longa história de fortes relações estratégicas com a Venezuela. Estamos comprometidos com os acordos que foram alcançados”, declarou.
Rússia e Venezuela ampliam cooperação bilateral
Nos últimos dias, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, reuniu-se com o embaixador da Federação Russa em Caracas, Sergey Melik-Bagdasarov, que transmitiu uma mensagem de solidariedade do presidente Vladimir Putin após o sequestro do chefe de Estado venezuelano e de sua esposa.
Durante o encontro, os diplomatas analisaram as consequências da incursão armada realizada pelas forças dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. O representante russo expressou rejeição ao uso unilateral da força e afirmou que Moscou atuará como aliado estratégico na denúncia do episódio em organismos internacionais.
Rússia e Venezuela também concordaram em aprofundar, ao longo de 2026, a cooperação bilateral em áreas estratégicas como energia, defesa e saúde, com base nos princípios da Carta das Nações Unidas, reafirmando a solidez da aliança entre Moscou e Caracas no cenário internacional.


