AI Gemini

Resumo premium do artigo

Exclusivo para assinantes

Síntese jornalística com foco no essencial, em segundos, para leitura rápida e objetiva.

Fazer login
HOME > América Latina

Senado argentino ratifica acordo Mercosul-UE

Decisão amplia integração comercial e torna Argentina o segundo país do bloco a aprovar o tratado firmado após 25 anos de negociações

Negociadores da União Europeia e da América do Sul do acordo comercial UE-Mercosul participam de reunião no Palácio do Itamaraty, em Brasília 05/09/2024 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - O Senado da Argentina aprovou, nesta quinta-feira (26), o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, consolidando um dos principais movimentos de abertura comercial do governo de Javier Milei. A decisão representa um passo relevante para a integração econômica do país com o mercado europeu.

A proposta recebeu 69 votos favoráveis e três contrários. Com a aprovação, a Argentina se torna o segundo integrante do Mercosul a ratificar o acordo, após o Uruguai ter feito o mesmo anteriormente.

Em comunicado oficial, a Casa Rosada celebrou o resultado e afirmou que “isso marca um marco na política de integração internacional da Argentina”. O governo sustenta que o tratado permitirá a eliminação de tarifas sobre 92% das exportações do Mercosul destinadas à União Europeia.

Ainda segundo o Executivo argentino, o acordo poderá impulsionar significativamente as vendas externas do país, com estimativas de crescimento das exportações de até 122% ao longo de dez anos. O comunicado também destaca que áreas consideradas estratégicas — como energia, mineração, agronegócio e indústria — deverão ser diretamente beneficiadas pela ampliação do acesso ao mercado europeu.

O tratado ainda precisa ser ratificado por Brasil, Paraguai e pela própria União Europeia para entrar plenamente em vigor. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o texto na quarta-feira (25), mas o acordo ainda depende da análise do Senado.

No continente europeu, o pacto conta com apoio expressivo de países como Alemanha e Espanha. Entretanto, enfrenta resistência liderada pela França, que manifesta preocupação com o possível aumento das importações de produtos agrícolas, como carne bovina e açúcar, temendo impactos negativos sobre produtores locais.

Artigos Relacionados