Trump e Petro determinam ações conjuntas contra guerrilha após telefonema
Cooperação bilateral foi confirmada pelo ministro do Interior da Colômbia, Armando Benedetti
247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, concordaram em realizar ações conjuntas contra o Exército de Libertação Nacional (ELN), principal guerrilha colombiana em atividade. A informação foi confirmada pelo ministro do Interior da Colômbia, Armando Benedetti, após uma ligação telefônica entre os dois líderes na noite de quarta-feira (7).
Segundo Benedetti, Petro e Trump "se comprometeram a fazer ações conjuntas" contra o ELN. Trump afirmou na quarta-feira (7) que Petro entrou em contato para "explicar a situação das drogas" e tratar dos ataques proferidos por ele ao mandatário colombiano. O presidente dos EUA disse ainda que há expectativa de um encontro entre ambos nas próximas semanas, na Casa Branca, em Washington.
De acordo com Trump, os preparativos para o encontro estão sendo conduzidos pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em conjunto com o ministro das Relações Exteriores da Colômbia.
Sanções e ataques ao governo colombiano
Em outubro do ano passado, o governo Trump aplicou sanções ao presidente Gustavo Petro, à primeira-dama, Verónica del Socorro Alcocer Garcia, ao filho mais velho do presidente, Nicolas Petro, e ao ministro do Interior, Armando Benedetti. As medidas foram justificadas pelo governo estadunidense pelo suposto envolvimento dos indivíduos no "comércio global de drogas ilícitas", mesmo sem provas concretas para a afirmação.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que Petro permitiu que os cartéis "prosperassem" na Colômbia. "Desde que o presidente Gustavo Petro assumiu o poder, a produção de cocaína na Colômbia atingiu o ritmo mais rápido em décadas, inundando os Estados Unidos e envenenando os americanos", afirmou Bessent.



