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BNDES libera R$ 575 milhões para etanol de milho em Mato Grosso

Projeto eleva capacidade de produção de etanol e fortalece energia limpa no país

Grãos de milho são carregados em caminhão durante colheita em fazenda perto de Brasília 22/08/2023 REUTERS/Adriano Machado

247 - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um apoio financeiro de R$ 575,3 milhões para a ampliação de uma usina de etanol de milho em Mato Grosso, projeto que deve ampliar significativamente a produção e gerar empregos na região, consolidando o papel do Brasil no setor de energia renovável.

Os recursos serão destinados à ALD Bioenergia Deciolândia S.A., cuja unidade está localizada em Nova Marilândia, no Médio-Norte do estado. O pacote inclui R$ 359,5 milhões em financiamento por meio das linhas Finem e Fundo Clima, além de R$ 215,8 milhões em limite de crédito pela linha BNDES Máquinas e Serviços, voltada principalmente à aquisição de equipamentos.

Expansão triplica capacidade de produção

Com o investimento, a empresa pretende ampliar a capacidade de processamento de milho de 335 mil para 900 mil toneladas por ano. A produção de etanol também deve crescer de 150 milhões para até 400 milhões de litros anuais.

Além disso, o projeto prevê aumento na produção de óleo de milho e de grãos secos de destilaria (DDGs), subprodutos utilizados principalmente na alimentação animal, o que tende a fortalecer a cadeia produtiva regional.

Geração de empregos e impacto regional

A expansão da unidade deve gerar cerca de 400 empregos indiretos durante a fase de implantação. Após a conclusão das obras, a expectativa é de crescimento do quadro de funcionários.

O CEO da ALD Bioenergia, Marco Orozimbo, destacou o impacto da iniciativa: “Os investimentos devem gerar cerca de 400 empregos indiretos durante a implantação do projeto. Após a conclusão das obras, a previsão é que o quadro de funcionários próprios aumente de 188 para 275, além de um crescimento de 50 para 100 trabalhadores indiretos”.

Energia limpa como prioridade estratégica

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou a importância do projeto para o setor energético nacional: “Consolidar a posição brasileira como líder mundial em energia limpa, com cerca de 89% de fontes renováveis, é uma das prioridades do governo Lula. E o BNDES é o agente responsável pela realização dessa política pública, reconhecido pela Bloomberg como o maior financiador de energias renováveis do mundo, com US$ 36,4 bilhões em crédito para o setor entre 2004 e 2023”.

A ALD Bioenergia Deciolândia é formada por 24 produtores rurais ligados à Cooperativa Agroindustrial Deciolândia (Cooad), sediada na região de Diamantino, e iniciou suas operações industriais em 2021.

Para o presidente do Conselho de Administração da empresa, José Afonso Gonçalves, o investimento marca um novo momento: “Seguimos avançando com consistência e responsabilidade, ampliando nossa operação e fortalecendo a cadeia produtiva regional. Esse projeto representa um novo ciclo de crescimento para a ALD Bioenergia, com geração de valor para o território e para o setor de energia renovável”.

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