Após defender tarifaço dos EUA contra o Brasil, Flávio Bolsonaro veste camisa em defesa da Amazônia
Senador busca afastar associação com tarifas anunciadas pelos Estados Unidos após reunião com Donald Trump na Casa Branca
247 - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apareceu nesta quinta-feira (11) em compromissos públicos em Belém, no Pará, usando uma camisa com a frase "A Amazônia é nossa". O gesto ocorre em meio à repercussão política provocada pelas novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. As informações são do Metrópoles.
A escolha da vestimenta acontece em um momento de desgaste para o parlamentar, que passou a ser alvo de críticas após o anúncio das medidas norte-americanas ter ocorrido pouco tempo depois de sua reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca.
Disputa política em torno das tarifas
O episódio intensificou a disputa política entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nos últimos dias, aliados dos dois campos passaram a trocar acusações sobre a responsabilidade pelas medidas adotadas por Washington contra o Brasil.
O debate também envolve investigações conduzidas pelos Estados Unidos que utilizam o Pix como uma das justificativas para a imposição de tarifas sobre determinados produtos brasileiros. A proximidade entre a reunião de Flávio com Trump e o anúncio das taxas alimentou críticas de adversários políticos e setores ligados ao governo federal.
Associação com a família Bolsonaro gera desgaste
Assim como ocorreu durante o chamado tarifaço promovido por Trump em setembro de 2025, quando parlamentares da direita comemoraram a medida, as novas tarifas voltaram a ser associadas à família Bolsonaro.
O desgaste aumentou após Donald Trump publicar uma foto ao lado de Flávio Bolsonaro logo depois da divulgação das medidas. A coincidência temporal entre os acontecimentos impulsionou campanhas nas redes sociais ligadas ao governo Lula, incluindo a disseminação da expressão "Tariflávio".
Flávio nega participação nas medidas
O senador rejeita qualquer relação com a decisão do governo estadunidense. Segundo Flávio Bolsonaro, durante a reunião na Casa Branca ele teria pedido expressamente a Trump que não adotasse novas tarifas contra o Brasil.
Ao mesmo tempo, o parlamentar tem procurado atribuir ao governo Lula a responsabilidade pelo agravamento das relações entre Brasília e Washington. Na avaliação de Flávio, a condução da política externa brasileira pela atual gestão teria contribuído para a adoção das medidas anunciadas pelos Estados Unidos.
Símbolos nacionais ganham espaço na corrida presidencial
A aparição com a camisa "A Amazônia é nossa" reforça uma estratégia que vem sendo adotada tanto por Flávio Bolsonaro quanto por Lula na disputa pelo eleitorado. Símbolos nacionais e temas ligados à soberania brasileira passaram a ocupar posição central no debate político, em um cenário que já projeta os embates da corrida presidencial de 2026.



