Bolsonaro teve corte leve no rosto após queda, aponta laudo da PF
Relatório enviado ao STF descarta necessidade de internação imediata
247 - Jair Bolsonaro (PL) sofreu um ferimento leve na região do rosto após cair da cama durante a madrugada desta terça-feira (6). A avaliação médica realizada logo após o episódio apontou apenas lesões superficiais, sem indicação de gravidade ou necessidade imediata de hospitalização.
As informações, de acordo com o Metrópoles, constam em laudo elaborado pela Polícia Federal (PF) e encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento foi solicitado após a defesa de Bolsonaro pedir autorização para transferência ao hospital DF Star, pedido que acabou sendo negado.
Laudo médico detalha atendimento após a queda
De acordo com o relatório médico da Polícia Federal, Bolsonaro estava consciente e orientado no momento do atendimento. O documento descreve o estado clínico do ex-presidente nos seguintes termos: “ao exame: consciente, orientado, sem sinais de déficit neurológico. Pupilas isocóricas e reativas. Motricidade e sensibilidade de membros superiores e inferiores preservadas. Hemodinamicamente estável. Leve desequilíbrio na posição ortostática. Lesão superficial cortante em face (região malar) direita e em hálux esquerdo com presença de sangue”.
A equipe médica avaliou que não havia necessidade urgente de encaminhamento hospitalar, recomendando apenas observação do quadro clínico.
Decisão do STF negou transferência hospitalar
Com base nas informações prestadas pela PF, o ministro Alexandre de Moraes rejeitou o pedido da defesa para remoção imediata ao hospital. Na decisão proferida na tarde desta terça-feira, o magistrado afirmou: “Não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal”.
Moraes também determinou que o laudo médico fosse anexado ao processo e solicitou que a defesa indicasse quais exames considerava necessários, para avaliação da possibilidade de realização dentro do sistema penitenciário. O pedido foi protocolado posteriormente.
Situação jurídica do ex-mandatário
Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, por liderar uma organização criminosa que tentou impedir a posse e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele já estava preso por descumprimento de medidas cautelares quando a condenação transitou em julgado, passando a cumprir a pena definitiva em 25 de novembro do ano passado.
Durante o fim do ano, o ex-mandatário chegou a ser internado no hospital DF Star, onde passou por procedimentos cirúrgicos para tratar hérnias e episódios de soluços persistentes. Após a alta médica, ele retornou ao sistema prisional para seguir o cumprimento da pena em regime fechado.



