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Caso Master: Moraes usou aviões ligados a Daniel Vorcaro, diz mídia; ministro nega

Viagens teriam ocorrido entre maio e outubro de 2025; ministro do STF nega e diz que "as ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas"

Alexandre de Moraes (Foto: Luiz Silveira/STF)

247 - Moraes usou aviões ligados ao empresário entre maio e outubro de 2025, segundo documentos obtidos a partir do cruzamento de bases oficiais da aviação civil. Os registros indicam ao menos oito viagens realizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e sua esposa, em aeronaves associadas ao empresário Daniel Vorcaro, com deslocamentos frequentes entre Brasília e São Paulo. As informações segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, com base em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e do Registro Aeronáutico Brasileiro. Em nota, o ministro negou ter viajado em aviões ligados ao empresário.

Registros apontam uso de jatos da Prime Aviation

De acordo com os documentos, sete dos oito voos ocorreram em aeronaves operadas pela Prime Aviation, empresa de compartilhamento de bens de luxo da qual Vorcaro era sócio por meio do fundo Patrimonial Blue. A companhia possui autorização para operar serviços de táxi aéreo. A única exceção foi um voo realizado em 7 de agosto de 2025, quando o casal utilizou um Falcon 2000 registrado em nome da empresa FSW SPE, que não possui autorização para esse tipo de operação.

Vínculo com sócios investigados

Entre os sócios da aeronave está o pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Ele foi preso pela Polícia Federal (PF) em uma operação envolvendo o ex-banqueiro e negocia acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a própria PF. A defesa de Daniel Vorcaro informou que não se pronunciaria, enquanto o advogado de Zettel não respondeu aos questionamentos encaminhados pela reportagem

Detalhes das viagens

O primeiro voo identificado ocorreu em 16 de maio de 2025, quando Moraes e sua esposa embarcaram no terminal executivo do aeroporto de Brasília pela manhã. Em seguida, um jato da Prime Aviation decolou com destino ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Outros deslocamentos teriam ocorrido ao longo dos meses seguintes, incluindo voos noturnos e viagens para o aeroporto Catarina, especializado em aviação executiva. Em algumas ocasiões, o ministro viajou sozinho; em outras, acompanhado da esposa e de outros passageiros. O último voo identificado ocorreu em 16 de outubro de 2025, também em aeronave da Prime Aviation, partindo de Brasília rumo a São Paulo.

Respostas das partes envolvidas

Em nota, o gabinete do ministro afirmou que "as ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas". O texto acrescenta que "o Ministro Alexandre de Moraes jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece".

O escritório da advogada Viviane Barci de Moraes declarou que contrata regularmente serviços de táxi aéreo, incluindo a Prime Aviation. Segundo a nota, "em nenhum dos voos em aeronaves da Prime Aviation em que viajaram integrantes do escritório, no entanto, estiveram presentes Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel".

O escritório também afirmou que "a contratação desses serviços de táxi aéreo segue critérios operacionais e não envolve qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos".

A Prime Aviation informou que não divulga dados sobre usuários de suas aeronaves por razões contratuais e em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Contrato com o Banco Master

A reportagem também menciona que o escritório de Viviane Barci de Moraes firmou contrato com o Banco Master em fevereiro de 2024, com honorários mensais de R$ 3,6 milhões por três anos, totalizando R$ 129 milhões. O acordo foi encerrado em novembro de 2025, após a liquidação da instituição pelo Banco Central.

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