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Rui Costa: Campos Neto é "o maior responsável" pelo escândalo do Banco Master

Ministro da Casa Civil critica atuação do ex-presidente do Banco Central e diz que ele tem sido ignorado pela imprensa no caso

Ministro da Casa Civil, Rui Costa (Foto: Agência Brasil )

247 - O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou na terça-feira (31) que o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, é o principal responsável pelo escândalo envolvendo o Banco Master e criticou a forma como o tema vem sendo abordado pela imprensa, que, segundo ele, não tem dado a devida atenção ao papel do ex-dirigente da autoridade monetária.

Em entrevista à GloboNews, Rui Costa declarou que há uma distorção na cobertura do caso, com tentativas de vincular o episódio ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto Campos Neto, na avaliação do ministro, permanece fora do foco principal. “A figura central, o maior responsável por um dos maiores escândalos financeiros da nossa época, está passando ao largo do noticiário da imprensa, que é o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto”, afirmou.

O ministro sustentou que a responsabilidade do ex-presidente do Banco Central decorre de uma suposta omissão durante sua gestão. Segundo Rui Costa, Campos Neto teria assegurado a capacidade financeira do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, para atuar no mercado, sem que irregularidades fossem devidamente apontadas.

No campo econômico, Rui Costa destacou o início do ciclo de redução da taxa básica de juros como um elemento importante para aliviar o endividamento das famílias brasileiras. A taxa caiu de 15% para 14,75% no dia 18, movimento que, segundo ele, pode ser potencializado por outras medidas do governo. “O Banco Central iniciou um ciclo de declínio da taxa de juros. A expectativa é que o declínio da taxa de juros, associado a outras medidas que, eventualmente, o governo possa anunciar, ajudará na diminuição do endividamento das famílias”, disse.

O ministro também mencionou iniciativas em estudo para reduzir os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis. Entre as alternativas discutidas está a possibilidade de subvenção do ICMS, em negociação com governadores, com o objetivo de reduzir ou eliminar o imposto.

Na avaliação política, Rui Costa afirmou que houve melhora recente na comunicação do governo federal, mas defendeu a necessidade de intensificar a comparação entre a atual gestão e a do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Nós vamos comparar e fazer com que, pela repetição, a gente consiga fazer com que essa comparação fique na cabeça das pessoas porque foi um desastre o governo anterior. Qualquer área que você pegue foi um desastre”, declarou.

Ao comentar o cenário eleitoral, o ministro também fez críticas a possíveis adversários. Sobre o senador Flávio Bolsonaro, afirmou que o principal projeto político dele seria “vender as riquezas do Brasil” aos Estados Unidos. Já em relação ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado, avaliou que sua eventual candidatura não deve alterar significativamente o quadro eleitoral, diante da polarização existente.

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