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CPI do Crime Organizado aprova quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fabiano Zettel

Cunhado de Daniel Vorcaro, ele está preso desde o início de março e foi um grande doador das campanhas de Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro em 2022

Fabiano Zettel (Foto: Reprodução/YouTube/PrimoCast)

247 - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado aprovou, nesta terça-feira (31), a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário e pastor Fabiano Zettel, apontado como operador de um esquema de fraudes envolvendo o Banco Master. Segundo as apurações, ele é investigado como responsável por realizar pagamentos a integrantes da organização criminosa, utilizando empresas registradas em nome de terceiros e fundos para ocultar a origem e o destino dos recursos. As informações são do SBT News.

Zettel, que também ganhou projeção política ao figurar entre os maiores financiadores privados das eleições de 2022, está preso em São Paulo desde o início de março. Ele foi o sexto maior doador daquele pleito e o maior doador pessoa física das campanhas de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de Jair Bolsonaro (PL), tendo contribuído com recursos para ambos os candidatos.

Além de Zettel, a comissão autorizou a quebra de sigilo de cinco empresas e de outras três pessoas. Entre elas está José Carlos Oliveira, ex-ministro da Previdência Social e ex-presidente do INSS durante o governo Jair Bolsonaro. Os requerimentos foram aprovados inicialmente em bloco, em votação simbólica. Em seguida, o senador Fabiano Contarato (PT-ES), determinou a votação individual e nominal das medidas para assegurar a validade das decisões.

Novas convocações

Na mesma sessão, a CPI aprovou a convocação dos ex-governadores Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, e Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, além do ex-diretor do Banco Central Renato Gomes. Castro e Ibaneis já haviam sido convidados anteriormente, mas não compareceram às oitivas realizadas no início de fevereiro.

Os dois deixaram os cargos neste mês para disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro. No caso de Cláudio Castro, há decisão do Tribunal Superior Eleitoral que o tornou inelegível. Também estava previsto o depoimento do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, que não compareceu. Diante da ausência, o relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB), apresentou novo pedido de convocação, aprovado pelos integrantes do colegiado.

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