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Caso Master: PF encontra conversas entre Vorcaro e Toffoli e encaminha material a Fachin

Conteúdo encontrado em dispositivos eletrônicos apreendidos também tem citações a integrantes do Congresso Nacional

Dias Toffoli (Foto: Gustavo Moreno/STF | Divulgação/Banco Master)

247 - A Polícia Federal (PF) encontrou novas informações em dispositivos eletrônicos apreendidos com o empresário Vorcaro, incluindo conversas com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. Os diálogos reforçam a percepção de que havia uma relação próxima entre os dois, em meio à apuração que envolve o Banco Master.

Segundo o UOL, o conteúdo obtido pela PF também menciona integrantes do Congresso Nacional, o que levou a corporação a aguardar uma definição do presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin, sobre o destino dos novos pedidos de investigação e sobre o tratamento do material que cita Toffoli.

Novos diálogos ampliam pressão sobre Toffoli

A descoberta das conversas ocorre em um momento em que Toffoli já vinha sendo alvo de questionamentos sobre sua atuação no caso desde o início das apurações. O ministro relata uma das investigações relacionadas ao Banco Master no STF, o que intensifica as cobranças diante das novas revelações. Com a identificação de mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro, a crise em torno do caso tende a se aprofundar, aumentando o desgaste interno na Corte.

PF aguarda decisão de Fachin sobre destino do material

De acordo com a apuração, a PF aguarda que o presidente do Supremo delibere sobre os novos pedidos de investigação e também sobre a análise específica do material que faz menção direta ao ministro Dias Toffoli. A inclusão de parlamentares citados nos achados reforça o peso institucional do caso. A expectativa é que Fachin defina como será conduzido o encaminhamento do conteúdo, diante das implicações que atingem membros de diferentes esferas do poder.

STF se divide sobre próximos passos do caso Master

O Supremo enfrenta divergências internas sobre como lidar com os desdobramentos. A divisão na Corte ocorre em paralelo ao avanço das críticas sobre a condução do processo, especialmente após a revelação de que a família de Toffoli possui um resort que realizou transações milionárias com fundos ligados ao Banco Master. Apesar da pressão, Toffoli sustenta, desde o início, que não há motivo para se declarar impedido de julgar o núcleo central do caso Master sob sua responsabilidade, voltado principalmente à tentativa de compra do banco pelo Banco de Brasília (BRB).

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