Conexões com Banco Master preocupam ministros do STF, que aguardam posição da PGR
Ministros consideram como grave a suposta ligação de integrantes da corte com o caso e aguardam eventual ação da Procuradoria-Geral da República
247 - O ambiente interno do Supremo Tribunal Federal (STF) passou a ser marcado por preocupação após a revelação de conexões do caso envolvendo o Banco Master com os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. A avaliação entre integrantes da Corte é de que a situação apresenta gravidade e pode gerar desdobramentos institucionais relevantes.
Segundo a coluna de Leandro Magalhães, do SBT News, o tema tem sido tratado com cautela nos bastidores do tribunal. A apuração aponta que parte dos ministros entende que qualquer iniciativa formal sobre o assunto deve partir da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Corte prefere aguardar manifestação da PGR
De acordo com a reportagem, não há expectativa de que o ministro Edson Fachin adote uma medida imediata para impedir ou limitar a atuação de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes em eventuais decisões relacionadas ao caso Master. O entendimento predominante entre integrantes da Corte é de que o STF precisa ser formalmente provocado pela PGR antes de avaliar possíveis providências. Essa posição reforça a postura de cautela adotada pelo tribunal enquanto novos elementos do caso podem surgir.
Vazamento de mensagens mudou o clima no tribunal
Relatos de pessoas próximas a ministros indicam que o ambiente interno do STF mudou significativamente desde que vieram a público citações e mensagens atribuídas ao celular do proprietário do Banco Master.
Após a divulgação dessas informações, o assunto passou a ser tratado com discrição dentro do tribunal. Magistrados evitam discutir o tema publicamente e afirmam que é necessário aguardar novos desdobramentos para compreender o alcance do caso.
Temor de impacto institucional
Um magistrado ouvido sob condição de anonimato afirmou que a situação difere de episódios anteriores enfrentados pela Corte. Na avaliação dele, o caso pode comprometer tanto a credibilidade de decisões relacionadas aos envolvidos quanto a imagem institucional do STF.
Também existe, entre alguns integrantes do tribunal, a percepção de que a associação de dois ministros ao episódio pode desencadear uma crise de reputação da Corte perante a sociedade. Nesse contexto, a avaliação interna é de que os envolvidos deveriam agir com cautela diante da repercussão pública.
Possibilidade de aposentadoria antecipada
Entre os cenários discutidos nos bastidores do Supremo, chegou a ser mencionada a possibilidade de aposentadoria antecipada. No entanto, a avaliação predominante é de que qualquer movimento nesse sentido dependeria do cenário político após as eleições de outubro. Ministros consideram que o quadro poderá ficar mais claro a partir do resultado eleitoral e de eventuais mudanças na composição do Congresso Nacional previstas para 2027.


