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CPI do Crime Organizado prepara votação para convocar Dias Toffoli

Relator diz que votação será em 24 de fevereiro e cita caso Banco Master; decisão de investigar o ministro, contudo, compete à PGR

Ministro do STF Dias Toffoli (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)

247 - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado deve votar, em 24 de fevereiro, a convocação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A deliberação está prevista para ocorrer após o carnaval, conforme informou o relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, Vieira disse que a inclusão do tema na pauta foi definida pelo presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES).

Votação marcada para depois do carnaval

De acordo com Vieira, a comissão deve analisar o pedido de convocação na reunião marcada para o dia 24. O senador destacou ainda que eventual investigação contra o ministro não depende da CPI. Ele afirmou que a decisão de investigar o ministro é apenas da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Banco Master e conexões investigadas

Entre os assuntos sob apuração está a empresa Maridt, da qual Dias Toffoli e seus irmãos são sócios. Segundo o relator, a empresa teria realizado negócios relacionados ao Banco Master, um dos eixos da investigação parlamentar.

Vieira explicou que a CPI trabalha com quatro grandes frentes ligadas ao crime organizado: emendas parlamentares, e a Operação Carbono Oculto — que, segundo ele, envolve o PCC e fintechs —, fraudes no INSS e o Banco Master.

“Quando você olha mais de perto, você percebe que está tudo entrelaçado em duas pontas: na ponta da lavagem de dinheiro, onde você tem Master, Reag, etc, e na ponta da infiltração política e judicial do crime organizado”, afirmou o senador.

Pressão institucional e críticas ao STF

O relator avaliou que a apuração enfrenta obstáculos por envolver agentes com influência política e econômica. “São bilhões de reais e figuras muito poderosas nos Três Poderes da República”, declarou.

Ele também mencionou pressões direcionadas à Polícia Federal. “Os recados que estão sendo enviados para a Polícia Federal são terríveis, são duríssimos”, disse.

Ao comentar a nota assinada por dez ministros do STF sobre o afastamento de Toffoli do Caso Master, solicitado pelo próprio ministro, Vieira criticou o posicionamento. “A nota publicada por dez ministros do Supremo é um vexame porque diz que Toffoli não pode continuar como relator, mas ao mesmo tempo ela é imaculada e intocável”, afirmou.

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