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STF evitou 'acordão pró-Master' ao negar suspeição de Toffoli

Além de preservar a imagem do ministro, o Supremo evitou que o processo do Banco Master voltasse à estaca zero

Logo do Banco Master na sede da empresa em São Paulo 18/11/2025 REUTERS/Amanda Perobelli (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

247 - O Supremo Tribunal Federal (STF) costurou, na quinta-feira (12), um acordo interno entre os ministros em exercício para retirar Dias Toffoli da relatoria do caso envolvendo o Banco Master, sem reconhecer formalmente pedidos de suspeição ou impedimento contra o magistrado. A articulação buscou impedir que decisões já tomadas fossem anuladas e que o caso sofresse retrocessos processuais, segundo Igor Gadelha, do Metrópoles.

O entendimento firmado entre os 10 ministros resultou em uma saída política e jurídica: os integrantes da Corte concordaram em não acolher o pedido de suspeição ou impedimento contra Toffoli e, ao mesmo tempo, reconheceram a “plena validade dos atos” já praticados por ele no processo. Em contrapartida, o ministro aceitou deixar a relatoria do caso, abrindo mão da condução do procedimento no STF.

A movimentação evitou um cenário considerado delicado nos bastidores do tribunal. Caso a suspeição fosse reconhecida, todos os atos assinados por Toffoli poderiam ser anulados, o que colocaria em risco também as provas reunidas até aquele momento. A anulação completa, além de atrasar o processo, poderia alimentar interpretações de que o Supremo estaria promovendo um “acordão” para favorecer interesses ligados ao Banco Master.

A saída encontrada teve como um de seus principais objetivos impedir que o processo fosse obrigado a recomeçar, situação que poderia gerar forte desgaste institucional para o STF e comprometer a credibilidade da Corte diante da opinião pública.

Ao mesmo tempo, a decisão de rejeitar a suspeição também teve impacto direto sobre a imagem de Dias Toffoli. O ministro passou a enfrentar pressão para se afastar do caso depois que vieram a público informações sobre sua relação com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Nos bastidores, a permanência da validade dos atos já praticados pelo ministro foi vista como essencial para evitar questionamentos jurídicos e assegurar a continuidade do processo sem rupturas. A rejeição do pedido de suspeição também ajuda a preservar Toffoli de uma derrota formal que aprofundaria o desgaste já acumulado após as revelações sobre sua proximidade com integrantes ligados ao banco.

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