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"Toffoli optou por preservar o tribunal", diz Kakay sobre afastamento do caso Master

Advogado criminalista afirma que não havia motivo para o ministro deixar a relatoria do caso

Kakay (Foto: Diego Bresani/Divulgação)

247 - O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, avaliou que não havia fundamento jurídico para o afastamento do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), dos processos relacionados ao Banco Master. Em declarações a Paulo Cappelli, do Metrópoles, o criminalista sustentou que a decisão do magistrado foi um gesto institucional voltado à preservação da Corte.

Kakay afirmou que Toffoli não estava obrigado a deixar a relatoria do caso. “Me parece óbvio que ele não tinha que se afastar do caso Master. Ele fez algo que não é absolutamente irregular. Já divulgou uma nota explicando a postura dele e por que agiu daquela forma. Afastar um ministro do Supremo de uma investigação extremamente séria, que envolve metade do Brasil, é muito estranho”, declarou.

Para o advogado, ainda que não houvesse impedimento formal ou suspeição que justificasse a saída do ministro, a decisão foi tomada com foco na imagem institucional do STF. “Embora, evidentemente, não haja motivo de impedimento ou suspensão, o ministro Toffoli optou por preservar o tribunal. Isso demonstra maturidade sob esse aspecto”, completou Kakay.

Dias Toffoli concordou em deixar a relatoria após uma reunião de quase três horas com os demais ministros da Corte, realizada na quinta-feira (12). Na sequência, o ministro André Mendonça foi sorteado como novo relator dos processos vinculados ao Banco Master.

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