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Defesa de Daniel Vorcaro nega negociação de delação premiada

Advogados do banqueiro afirmam que informação divulgada na imprensa é falsa e dizem que foco da defesa está no julgamento do caso no STF

Defesa de Daniel Vorcaro nega negociação de delação premiada (Foto: Divulgação)

247 - A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro negou que esteja negociando um acordo de delação premiada com autoridades. Segundo comunicado enviado pelos advogados, a informação divulgada na imprensa sobre supostas tratativas nesse sentido não corresponde à realidade e teria sido divulgada com o objetivo de prejudicar a estratégia jurídica adotada no caso.

Os advogados de Vorcaro afirmaram que a notícia sobre eventual colaboração premiada não partiu da equipe jurídica responsável pelo caso. Em nota, a defesa declarou: "A defesa de Daniel Vorcaro declara que são inverídicas as notícias relacionadas à iniciativa de trataticas de delação premiada de Daniel Vorcaro. Essa informação jamais partiu de qualquer dos advogados envolvidos no caso, e sua divulgação tem o único objetivo de prejudicar o exercício da defesa nesse momento sensível."

Defesa concentra esforços no julgamento no STF

Dois advogados se reuniram com Vorcaro na última quarta-feira (11) no Presídio de Segurança Máxima de Brasília. Os encontros ocorreram separadamente, e a avaliação da equipe jurídica é de que, neste momento, a prioridade é a preparação para o julgamento do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

O processo começa a ser analisado na sexta-feira (13) pela Segunda Turma da Corte, em sessão realizada no plenário virtual. Os ministros vão avaliar a decisão do relator do caso, ministro André Mendonça, que determinou a prisão preventiva de Vorcaro em 4 de março.

No sistema eletrônico do tribunal, os magistrados terão prazo até 20 de março para registrar seus votos sobre a manutenção ou não da medida.

Toffoli se declara suspeito e deixa julgamento

Na noite de quarta-feira (11), o ministro Dias Toffoli anunciou que se declarou suspeito para participar do julgamento. Até fevereiro, ele era o relator do chamado caso Master, mas deixou a função após pressões relacionadas a um possível conflito de interesses.

A controvérsia surgiu depois que Toffoli informou ser sócio de uma empresa que vendeu a fundos ligados a Vorcaro uma participação no Resort Tayayá. Com sua saída do julgamento, a análise do caso pela Segunda Turma passa a contar com quatro votos.

Além disso, o ministro também se declarou suspeito para analisar um pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados destinada a investigar o caso Master.

Ao justificar a decisão, Toffoli afirmou apenas que o afastamento ocorre por “motivo de foro íntimo”, sem apresentar detalhes adicionais.

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