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Defesa de Fábio Luís pede a Dino suspensão de quebra de sigilo na CPMI do INSS

Advogados afirmam que CPMI do INSS aprovou quebra de sigilos em votação conjunta sem justificativa individual

Fabio Luis Lula da Silva (Foto: Reprodução)

247 - A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva PT), solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino que amplie os efeitos de uma decisão que suspendeu a quebra de sigilos bancário e fiscal determinada pela CPMI do INSS. A solicitação, segundo a Folha de São Paulo, foi apresentada nesta quarta-feira (4) e busca estender a decisão concedida à empresária Roberta Moreira Luchsinger.

Defesa pede extensão de decisão do STF

No pedido encaminhado ao STF, os advogados argumentam que a situação de Lulinha é semelhante à analisada por Flávio Dino ao suspender a quebra de sigilo da empresária. Segundo a defesa, as medidas investigativas foram aprovadas pela CPMI em uma votação conjunta, sem análise individualizada de cada caso.

O advogado Guilherme Suguimori afirma que os fundamentos utilizados pelo ministro para suspender a medida também se aplicam ao filho do presidente. “Os fundamentos da concessão são todos aplicáveis à Fábio Luís, que também teve seu sigilo quebrado pela votação ‘em globo’, sem fundamentação concreta, específica e individualizada, o que é exigido em qualquer medida investigativa invasiva”, declarou.

Argumento aponta votação em bloco na CPMI

Mais cedo, Flávio Dino concedeu decisão liminar suspendendo a quebra de sigilo de Roberta Moreira Luchsinger. A medida havia sido aprovada pela CPI mista do INSS. Na decisão, o ministro apontou que a comissão aprovou 87 requerimentos simultaneamente, por meio de uma votação em bloco. Entre os pedidos estavam quebras de sigilo bancário e fiscal, convocações e solicitações de informações ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Decisão de Dino questiona deliberação coletiva

Para Dino, a ausência de justificativas específicas para cada requerimento compromete a legalidade das medidas adotadas pela comissão. Segundo o ministro, “não é cabível o afastamento de direitos constitucionais no atacado”.

Inicialmente, advogados avaliaram que o entendimento expresso na decisão poderia levar à suspensão de todos os requerimentos aprovados na mesma sessão da CPMI. Com o novo pedido da defesa de Lulinha, caberá ao STF analisar se os efeitos da liminar devem ser estendidos a outros investigados atingidos pela deliberação coletiva da comissão.

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