Defesa de Vorcaro avalia fazer terceira proposta de delação
Defesa de Daniel Vorcaro estuda terceira tentativa de delação premiada após duas propostas rejeitadas no Caso Master
247 - A defesa de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, avalia apresentar uma terceira proposta de delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal, após duas tentativas anteriores terem sido rejeitadas. A nova investida ocorre em meio a um cenário de baixa expectativa entre investigadores e autoridades envolvidas sobre a possibilidade de homologação do acordo, segundo Lauro Jardim, do jornal O Globo.
O advogado Sérgio Leonardo, responsável pela defesa de Vorcaro, estuda encaminhar uma nova proposta aos órgãos responsáveis pela investigação. A primeira tentativa de colaboração foi recusada em 21 de maio, enquanto a segunda foi rejeitada nos últimos dias. As duas propostas foram consideradas frágeis por supostamente omitirem mais fatos do que revelarem.
As tratativas envolvendo a eventual delação de Vorcaro começaram em maio. Desde então, a PGR, a PF e o ministro André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), mantêm uma avaliação cautelosa sobre o avanço do processo. A expectativa é baixa quanto à possibilidade de que uma proposta venha a ser aceita e homologada.
Um dos principais obstáculos apontados neste momento é a possibilidade de Vorcaro apresentar uma terceira versão para determinados episódios. Ele já teria oferecido duas versões diferentes sobre o mesmo personagem nas propostas anteriores de delação entregues às autoridades.
Esse tipo de inconsistência é considerado um fator de enfraquecimento para uma colaboração premiada, já que a credibilidade das informações fornecidas é elemento central para a avaliação do acordo.
A eventual terceira proposta de delação, caso seja formalizada, terá de superar a resistência já demonstrada pelos órgãos responsáveis pela análise do material. Até o momento, segundo as informações divulgadas, as tentativas anteriores não atenderam ao grau de consistência esperado pela PGR, pela PF e pelo relator do caso no STF.



