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Diplomatas defendem embaixada após veto a coletiva de Flávio Bolsonaro nos EUA

Itamaraty sustenta que representação diplomática não pode ser usada para agendas político-partidárias

Diplomatas defendem embaixada após veto a coletiva de Flávio Bolsonaro nos EUA (Foto: Adriano Machado/Reuters)
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247 - Diplomatas brasileiros saíram em defesa da atuação da Embaixada do Brasil nos Estados Unidos após a representação diplomática negar espaço para uma coletiva de imprensa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). as informações são da coluna da jornalista Milena Teixeira, do Metrópoles.

Pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro esteve nos Estados Unidos nesta terça-feira (26) e se reuniu com o presidente dos EUA, Donald Trump. Após o encontro, o senador pretendia conceder entrevista nas dependências da Embaixada Brasileira em Washington, mas o pedido acabou rejeitado.

Diplomatas alegam ausência de missão oficial

Segundo integrantes do corpo diplomático ouvidos pela reportagem, a solicitação da equipe do parlamentar foi encaminhada apenas na noite de segunda-feira (25), durante o feriado do Memorial Day nos Estados Unidos.

Além disso, a assessoria parlamentar do Itamaraty não teria sido previamente informada sobre a agenda do senador. A embaixada também argumentou que não houve pedido formal do Congresso Nacional, procedimento considerado indispensável para caracterizar missão oficial e justificar apoio institucional da representação brasileira.

Diante desse cenário, diplomatas sustentam que a embaixada não tinha obrigação de receber o senador, especialmente em razão do entendimento de que a viagem possuía caráter eleitoral.

Itamaraty cita regras do defeso eleitoral

Integrantes do Ministério das Relações Exteriores afirmaram ainda que o Itamaraty já orienta os postos diplomáticos brasileiros a observar normas relacionadas ao período pré-eleitoral.

Embora o período técnico do chamado "defeso eleitoral" tenha início oficial em 4 de julho, três meses antes das eleições, diplomatas afirmam que as diretrizes já influenciam a conduta das representações brasileiras no exterior.

Segundo as orientações enviadas pelo Itamaraty aos postos diplomáticos, "a partir do princípio da igualdade de oportunidades entre candidatos, o período requer especial atenção à aplicação de regras que passam a regular a comunicação institucional de todos os órgãos da administração pública federal".

Diplomatas defendem neutralidade das embaixadas

Nos bastidores, integrantes da diplomacia brasileira também avaliam que transformar embaixadas em espaços para atividades político-partidárias de parlamentares poderia comprometer a atuação da política externa brasileira.

De acordo com diplomatas, o uso das representações brasileiras no exterior para agendas eleitorais abriria precedente delicado e colocaria em risco a neutralidade institucional das embaixadas.

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