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Escritório da esposa de Alexandre de Moraes vai processar senador Alessandro Vieira

Banca afirma que declaração do parlamentar sobre circulação de recursos atingiu familiares de ministros do STF

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) - 17/12/2025 (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

247 - O escritório de advocacia Barci de Moraes, que tem como sócia Viviane Barci — esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) — informou nesta segunda-feira (16) que pretende processar o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) por suposta calúnia e difamação. A banca também deve solicitar que o parlamentar - que também é o relator da CPI do Crime Organizado - seja condenado ao pagamento de indenização por danos morais. A decisão do escritório ocorre após declarações públicas do senador mencionarem uma suposta “circulação de recursos” envolvendo familiares de ministros do STF. As informações são do Metrópoles

Declaração do senador gerou reação jurídica

A controvérsia teve origem em uma entrevista concedida por Alessandro Vieira ao SBT News. Na ocasião, o parlamentar afirmou que investigações em andamento indicariam pagamentos do Primeiro Comando da Capital (PCC) a diferentes agentes públicos.

Segundo o senador, entre os possíveis destinatários desses valores estariam autoridades de diversos poderes, servidores de carreira, políticos e pessoas com ligação com o Judiciário. “A gente tem informações que apontam circulação de recursos entre esse grupo criminoso e familiares dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Não é razoável dizer agora que essa circulação de recurso é ilícita”, disse Vieira na entrevista.

Senador fala em interpretação equivocada

Procurado pela reportagem, Alessandro Vieira afirmou que o escritório da esposa de Alexandre de Moraes interpretou suas declarações de forma incorreta. Para ele, a reação jurídica representa uma tentativa de intimidação.

“Essa interpretação forçada não corresponde ao que falei e é mais uma tentativa de intimidação. O que fiz foi relatar o processo provável de lavagem de dinheiro realizado por um grupo que contratou os serviços do escritório da família Moraes. Não apontei em nenhum momento ligação direta entre o PCC e o referido escritório”, afirmou o senador.

Vieira acrescentou que o grupo citado por ele seria outro. “O grupo criminoso a que me refiro é o grupo Master. Algumas pessoas, aparentemente, ainda têm dificuldade em compreender que as atividades do Master era criminosas”, declarou.

Caso Banco Master entra no debate

O escritório de Viviane Barci passou a ser citado no debate político após a divulgação de que a banca prestou serviços jurídicos ao Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central no ano passado.

O proprietário do banco, Daniel Vorcaro, está preso preventivamente e é investigado por suspeitas de fraude financeira. Ele também é alvo de apurações conduzidas pela CPI do Crime Organizado, no Senado, e pela CPMI do INSS.

Na semana passada, o escritório Barci de Moraes confirmou que manteve contrato com o Banco Master. Em nota, a banca informou que prestou serviços jurídicos à instituição entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, período em que realizou “ampla consultoria e atuação jurídica”.

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