HOME > Brasília

Banco Master: PF pede mais prazo ao STF para concluir investigação

Pedido de prorrogação ocorre devido ao grande volume de provas e celulares ainda não periciados. Relator no STF vê inquérito ainda "na fase inicial"

André Mendonça (Foto: Sophia Santos/STF)

247 - A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação do prazo para concluir as investigações do chamado caso Master, que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro e outros investigados. De acordo com a corporação, ainda há uma grande quantidade de material apreendido que precisa ser analisado antes do encerramento do inquérito, motivo pelo qual foi feito o pedido de extensão do prazo, informa o SBT News.

A decisão sobre o pedido caberá ao ministro André Mendonça, atual relator do caso no STF. Segundo Valdo Cruz, do G1, o magistrado já sinalizou que pretende estender o prazo das investigações por considerar que o processo ainda está em estágio inicial. O prazo anterior, estabelecido pelo ex-relator Dias Toffoli, terminaria nesta semana, mas a tendência é que o inquérito continue em andamento por pelo menos mais 60 dias.

A avaliação da Polícia Federal e do relator é de que a investigação ainda exige aprofundamento diante do volume expressivo de documentos e equipamentos apreendidos. Entre os materiais que ainda aguardam perícia estão diversos telefones celulares recolhidos durante as operações. A expectativa é que a análise desses aparelhos revele novas informações capazes de orientar diligências adicionais e ampliar o escopo das apurações.

A condução do inquérito passou por mudanças após André Mendonça assumir a relatoria no Supremo. Desde então, o ministro tem atuado em articulação com a Polícia Federal para avançar nas investigações sobre as suspeitas de irregularidades atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Nos bastidores da investigação, também existe a possibilidade de o processo ganhar novo ritmo caso Vorcaro decida firmar um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal ou com o Ministério Público Federal. O banqueiro recentemente trocou sua equipe de defesa e passou a avaliar a hipótese de delação.

Investigadores apontam, contudo, que a negociação de um eventual acordo tende a ser complexa. O potencial alcance das informações que poderiam emergir da colaboração é considerado amplo, com possibilidade de repercussões que atinjam diferentes esferas de poder. Além de relatar eventuais esquemas de fraude e de compra de apoio, a delação teria de apresentar provas concretas para sustentar as acusações.

Artigos Relacionados