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EUA classificam PCC como "principal ameaça" à segurança nacional do Brasil

Relatório do Departamento de Estado aponta atuação do PCC em 22 estados e 16 países e destaca cooperação com o Brasil no combate ao tráfico

EUA classificam PCC como "principal ameaça" à segurança nacional do Brasil (Foto: Reuters)

247 - O governo dos Estados Unidos classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) como a "principal ameaça" à segurança nacional do Brasil, segundo relatório do Departamento de Estado que detalha a atuação da organização criminosa dentro e fora do país. O documento também destaca o papel estratégico do Brasil nas rotas do narcotráfico internacional, informa Paulo Cappelli, do Metrópoles.

De acordo com o relatório, o Brasil ocupa posição central no consumo e no trânsito de cocaína, sendo o segundo maior mercado global em termos absolutos, atrás apenas dos Estados Unidos. O texto ressalta que o país faz fronteira com os três maiores produtores mundiais da droga, o que o transforma tanto em destino quanto em corredor para o tráfico internacional.

O documento afirma que “as organizações transnacionais de tráfico de drogas, especialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC), representam a principal ameaça à segurança nacional do Brasil”. Segundo o levantamento, a facção criminosa atua em 22 dos 27 estados brasileiros e mantém presença em pelo menos 16 países, incluindo os próprios Estados Unidos.

O relatório também aponta ações recentes de repressão ao tráfico realizadas por autoridades brasileiras, com destaque para operações conduzidas pela Polícia Federal. Em 2024, agentes treinados por autoridades norte-americanas apreenderam cerca de 2,2 toneladas de cocaína e mais 76 quilos da droga no estado do Amazonas, a aproximadamente 320 quilômetros de Manaus, considerada a maior apreensão já registrada na região amazônica.

Outro exemplo citado ocorreu em agosto do mesmo ano, quando policiais federais apreenderam 114 quilos de cocaína escondidos no porão de um navio no Porto de Santos, com destino à Europa. A operação contou com mergulhadores especializados que passaram por treinamento financiado pelos Estados Unidos, voltado à inspeção subaquática de embarcações no âmbito do Programa Global de Crimes Marítimos.

Além das ações de repressão, o relatório menciona iniciativas brasileiras para ampliar a cooperação internacional no combate às drogas, incluindo esforços para monitorar o avanço de novas substâncias psicoativas. O país participa da Coalizão Global para o Combate às Ameaças das Drogas Sintéticas e vem expandindo seu sistema de alerta precoce para detectar novas drogas no mercado.

O documento reforça que a colaboração entre Brasil e Estados Unidos permanece ativa, com intercâmbio de treinamento e operações conjuntas voltadas ao enfrentamento do crime organizado transnacional.

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